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Fluminense x Bragantino jogam pela Copa do Brasil nesta quarta

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Rádio Nacional transmite a partida no Maracanã, às 21h30

Pela terceira fase da Copa do Brasil, Fluminense e Bragantino duelam, nesta quarta-feira (2), no Maracanã. A Rádio Nacional vai acompanhar as emoções da partida, às 21h30 (horário de Brasília), com narração de Felipe Rangel, comentários de Waldir Luiz, reportagem de Rodrigo Ricardo e plantão de Luiz Ferreira.

Acompanhe Fluminense X Bragantino, às 21h30, clique abaixo:

Fluminense e Bragantino estão na série A do Brasileirão. O Flu estreou empatando sem gols com o São Paulo no Morumbi. Já o Massa Bruta venceu a Chapecoense por 3 a 0.  As equipes também estão classificadas para as oitavas de final da Libertadores e da Copa Sul-Americana.  Os cariocas vão enfrentar o Cerro Porteño (Paraguai) pela Glória Eterna, enquanto os paulistas vão medir forças com o Independiente Del Valle (Equador) no caminho até A Grande Conquista.

Tanto Roger Machado quanto Maurício Barbieri vão ter desfalques importantes. O técnico do Flu não pode contar com o zagueiro Nino, convocado para a Seleção Olímpica, e com o meia Cazares, que vai servir a seleção equatoriana e também não pode disputar a Copa do Brasil pelo Flu, porque já jogou com a camisa do Corinthians pela competição.

Pelo Massa Bruta, Barbieri vai ter as ausências do meia Claudinho e do goleiro Cleiton também convocados para a Seleção Brasileira Olímpica.  O atacante Gabriel Novaes, que já defendeu o  Bahia pela Copa do Brasil, também está fora.

Em live pela TV Flu, o presidente do Tricolor Carioca, Mario Bittencourt, analisou o Bragantino.

“Equipe forte, com investimentos, em que pese ser considerada uma equipe de menor expressão. É uma competição que do ponto de vista financeiro é muito boa”, avaliou o dirigente, lembrando que o Flu conquistou o título de 2007 e foi vice em 1992 e 2005.

Quem avançar na Copa do Brasil vai receber um prêmio de R$ 2,7 milhões. Fora dos gramados, após quase três anos sem um patrocinador master, os tricolores anunciaram o contrato de dois anos com uma empresa internacional do ramo de apostas. Os valores não foram divulgados oficialmente, mas giram em torno de R$ 15 milhões anuais, segundo fontes das Laranjeiras.

Para o comentarista esportivo, Mario Silva, os comandados de Maurício Barbieri são favoritos a superar o elenco treinado por Roger Machado. “É um duelo de 180 minutos e pelo que apresentaram até agora, vejo o Bragantino como favorito, mas no futebol tudo pode mudar”.

O jogo de volta entre Flu e Bragantino será próximo dia 9 no Estádio Nabib Abib Chedid, em Bragança Paulista.

Edição: Gustavo Faria

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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