Mato Grosso

Falso fotografo é preso mais uma vez acusado de aliciamento de menores

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Mato Grosso

Da Redação

O agente penitenciário aposentado, Reinaldo Luiz Akerley Cavalcante, 48 anos, foi preso na noite desta quarta-feira (14) acusado de aliciar menores de idade.

De acordo com uma das vítimas, Reinaldo procurava adolescentes de boa aparência e afirmava que as mesmas iriam participar de uma seleção para se tornarem modelos, dizia ainda que as garotas participariam de concursos de beleza. Ainda de acordo com a vítima, o suspeito dava inúmeros presentes para as garotas, pagava jantares, idas em shopping, etc.

Os policiais chegaram até Reinaldo, após familiares de uma das vítimas desconfiarem da atitude do suspeito, após fazerem pesquisas em motores de buscas, os familiares constataram que o mesmo possuía várias passagens pela polícia pelos crimes de aliciamento de menores e exploração sexual.

Reinaldo chegou a ser preso em 2017 acusado de fazer parte de uma rede de prostituição, de acordo com a denúncia da época, o suspeito negociava programas através da internet, na ocasião, foram encontradas inúmeras mensagens e fotografias de adolescentes.

Na noite desta quarta-feira, novamente o suspeito foi preso, assim como em 2017, foram encontradas fotografias, além disso, Reinaldo publicava fotos das menores em seu perfil no Facebook.

Ao ser questionado, Reinaldo Akerley negou as acusações, disse que não tirava fotografias das menores, porém, no momento em que nossa equipe entrou em seu perfil na presença do acusado, foi constatado que havia inúmeras fotografia de menores, principalmente, da vítima que foi apresentada na noite de ontem.

No momento que foi confrontado, Reinaldo passou a se contradizer e não soube mais explicar o motivo de tantas fotografias, além disso, o acusado negou que tivesse uma agência de modelos, assim como que participava de uma rede de exploração sexual no estado de Mato Grosso.

O suspeito foi encaminhado para a Polícia Judiciária Civil onde deverá responder pelos crimes de exploração sexual e aliciamento de menores.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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