Mato Grosso
Escola em Tempo Ampliado mantém compromisso com a cultura e história de Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos e o secretário municipal de Educação, Sílvio Fidelis, acompanharam nessa manhã (29), a realização de um simulado aplicado em algumas escolas municipais, para preparar os alunos para a ‘Provinha Brasil’, avaliação que será feita entre os meses de outubro e novembro, pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), além de acompanhar as atividades desempenhadas pelos alunos na arte e na cultura local.
O exame nacional, como pontuou a prefeita, tem grande repercussão e impacto, pois traz referências de como está nossa qualidade de ensino e nos mostra horizontes e a direção correta a ser seguida. A Provinha Brasil, é uma avaliação diagnóstica que visa investigar as habilidades desenvolvidas pelas crianças matriculadas no 2º ano do ensino fundamental das escolas públicas brasileiras.
As visitas às unidades escolares são rotina semanal da atual gestão, que aproveita esse momento para avaliar a estrutura física das escolas, a qualidade dos produtos da merenda escolar, bem como a verificação do cardápio que está sendo servido diariamente, e serve também , como destaca a prefeita, para conversar com professores e alunos e assim descobrir práticas diferenciadas que estão sendo aplicadas e têm dado resultados, podendo ser partilhadas com outras unidades.
Composta pelos testes de Língua Portuguesa e de Matemática, a Provinha Brasil permite aos professores e gestores obter mais informações que auxiliem o monitoramento e a avaliação dos processos de desenvolvimento da alfabetização e do letramento inicial e das habilidades iniciais em matemática, oferecidos nas escolas públicas brasileiras, mais especificamente, a aquisição de habilidades de Leitura e de Matemática. “Letramento e raciocínio lógico são disciplinas muito trabalhadas nas nossas escolas municipais e que têm reforço por meio das oficinas do projeto ‘Escola em Tempo Ampliado’, adotado e executado desde 2015 e que já contempla oito unidades urbanas e uma unidade rural”, explicou o secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e lazer, Silvio Fidelis.
Hoje (29) a visita teve início pela Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Professora Euraide de Paula’, a primeira unidade do campo a integrar o ETA.Cerca de 50 alunos participam das aulas no período da manhã, e à tarde, pelo ETA, seguem com as oficinas de reforço escolar e de desenvolvimento cognitivo, como letramento, raciocínio lógico, dança, artesanato, esportes e horta.
Além da unidade do campo, localizada no Distrito de Limpo Grande, foram visitadas as Escolas Municipais de Educação Básica, ‘Maria de Lourdes Toledo Areias’, no Distrito de Praia Grande, ‘José Estejo de Campos’, no bairro Vitória Régia e a ‘Marilce Benedita de Arruda’, no Centro. Dessas unidades, a Marilce é que reúne o maior número de alunos, 665 da Educação Infantil ao 4º ano do Ensino Fundamental.
Na EMEB ‘José Estejo de Campos’, onde 407 estudantes integram o atual ano letivo, 60 deles já fazem parte do ETA, sendo uma das primeiras escolas municipais a fazer parte do projeto. “Acabamos de aplicar o simulado em salas do 4º e do 5º, e temos excelentes expectativas em relação ao bom desempenho dos alunos, que estão recebendo educação de qualidade e mais o reforço diário da Escola em Tempo Ampliando”, destacou a diretora, Valéria Martins Silva.
A EMEB ‘Professora Euraide de Paula’, passou a integrar nesse ano o ETA. Passado o primeiro semestre de aulas e atividades, a diretora Eva Izabel da Costa, avaliou que os resultados do reforço do ETA podem ser claramente vistos, especialmente no desempenho dos alunos em relação ao raciocínio lógico. “Além desse grande avanço, os alunos, bem como o corpo docente, estão motivados e querem a cada dia aprender e a fazer mais”. Um diferencial desta unidade, é que por estar localizada em Limpo Grande, comunidade reconhecida pelas belas redes artesanais, o ETA oferece exatamente oficina de artesanato como forma de preservar a maior tradição de Limpo Grande. E essas aulas são ministradas pela redeira de mão cheia, a dona Maria José da Costa, que aos 68 anos faz questão de disseminar a técnica que aprendeu aos 15 anos de idade. “Nascida e criada aqui em Limpo Grande, não poderíamos ter referência melhor para ensinar nossos alunos. A tradicional arte de tecer redes faz parte da cultura de Várzea Grande . As redeiras passam essa habilidade de geração para geração. A nossa herança cultural não pode se perder no tempo.Nossos alunos estão satisfeitos em dar continuidade com essa técnica centenária e preservar a história da comunidade e de nossa cidade.Não só aqui nesta comunidade rural, mas também em outras unidades escolares, a cultura e tradição da nossa terra estão inseridas em atividades extraclasse”, argumentou a prefeita.
De acordo com secretário de Educação, Silvio Fidelis, o ETA no Limpo Grande tem uma meta a mais que é a de resgatar a cultura e a produção artesanal local com oficinas de arte, fora isso, “o ETA aqui busca ofertar mais conhecimento por meio do reforço escolar disponibilizado em todas as outras escolas públicas municipais que fazem parte do projeto, com informática, dança, teatro e esporte, proporcionando uma educação plena, conquistada por meio da dignidade e da cidadania”.
Nas visitas, a prefeita elogiou o trabalho dos servidores municipais responsáveis pela limpeza, conservação e pela merenda das escolas. “Nossas visitas semanais são feitas sem aviso prévio e ao chegarmos encontramos tudo limpo, organizado e pessoas felizes. Acredito que uma gestão é feita por meio do compromisso de proporcionar não apenas salários em dia, mas de ofertar condições adequadas de trabalho. Em todas as cozinhas que entramos hoje as geladeiras estavam repletas de frutas, verduras, leite e ovos. Fora as carnes estocadas nos freezers. Acredito que quando digo que temos de amar, cuidar e acreditar, estou transmitindo uma nova sintonia de trabalho, que se alicerça no carinho em administrar com a certeza de que a qualidade de vida das pessoas será transformada”.
Ainda em relação a boa avaliação feita nas escolas visitadas hoje, a prefeita creditou os elogios às diretoras, eleitas por meio de eleição direta, e que estão validando a confiança recebida da comunidade escolar.
PROVINHA – Todos os anos os alunos da rede pública de ensino, matriculados no 2º ano do ensino fundamental, têm oportunidade de participar do ciclo de avaliação da Provinha Brasil. A adesão a essa avaliação é opcional, e a aplicação fica a critério de cada secretaria de educação das unidades federadas. Nesse ano 26 escolas municipais estão inscritas para a edição 2017 da avaliação.
ENSINO – A ‘Escola em Tempo Ampliado (ETA)’ será implantada de forma gradual em 22 escolas da rede pública municipal nos próximos anos, sendo duas delas, escolas do campo.
O projeto Escola em Tempo Ampliado tem como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de educação e do rendimento escolar, oferecendo espaço de convivência para ações afirmativas que reduzam a vulnerabilidade social de crianças e adolescentes de Várzea Grande.
O projeto oferta aos estudantes, atividades que os mantém o dia inteiro na escola. Pela manhã seguem a grade curricular normal de acordo com a série que frequentam e à tarde têm ocupação e atividades na escola, aprimorando seu próprio aprendizado. Os estudantes incluídos têm almoço na escola e oficinas extraclasses, com aulas de reforço em letramento, raciocínio lógico, esporte, dança, informática e horta.
Mato Grosso
Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação
Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.
Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.
“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.
A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.
“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.
Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.
A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.
Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.
O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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