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Entidades mostram como a pecuária tem dado suporte a nutrição global durante a pandemia do Covid-19

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Da Redação

Mais de 40 entidades internacionais representativas da pecuária divulgaram comunicado onde chamam a atenção para a importância da pecuária no fornecimento de um alimento seguro e acessível para a população mundial, em tempos de pandemia do Covid-19. Produtores, exportadores e entidades governamentais e empresariais de todo o mundo, que representam mais de 75% da produção global de carnes, incluindo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), assinaram o documento.

A agricultura animal fornece leite, carne, peixe e ovos num momento que o acesso a comida segura, nutritiva e acessível é necessária para afastar uma potencial crise de fome mundial, e oferece inestimável suporte para fazendeiros que enfrentam graves problemas econômicos.

Na carta, é informado que a crise do coronavírus trouxe à tona o desafio que nosso mundo enfrenta na área da saúde pública. “Em nenhum outro lugar este desafio tem sido mais aparente do que no setor de produção de alimentos. Nutrir o mundo durante a crise é uma prioridade máxima entre as nações”.

Em seguida, é destacado que ‘o mundo precisa da contribuição da pecuária’. “Globalmente, 1.3 bilhão de pessoas trabalham na atividade pecuária, enquanto outros bilhões contam com a pecuária para levar comida para suas famílias”.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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