Mato Grosso
Encurralado, conselheiro afastado ataca ministro, procurador, jornalista e conselheiros substitutos
Mato Grosso
Da Redação: Pedro Ribeiro e Laerte Lannes
Reportagem Especial
Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto, pertence a infame categoria dos ex-administradores púbicos cujo poder ilimitado era exercido com tamanho dispudor que acabava por ser tornar a personificação do próprio eu.
O conselheiro afastado por corrupção do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) ressurgiu hoje, 25, do ostracismo político, depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, autorizou o seu desligamento da presidência do TCE, o afastamento do órgão e busca e apreensão em sua residência(no bairro luxuoso Alphaville).
Joaquim – em entrevista ao apresentador Lúcio Sorge do telejornal do Meio Dia (TV Record canal 10), tentou justificar o inexplicável. Demonstrando nervosismo e totalmente alterado, o conselheiro afastado atacou a decisão do ministro Luiz Fux e ´praguejou´ o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que o acusou – conjuntamente com seus colegas e também conselheiro afastados – Waldir Teiss, Sérgio Ricardo, José Carlos Novelli e Valter Albano, pelos crimes de pelos crimes corrupção/extorsão, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e crimes contra a ordem tributária.
Na entrevista, Joaquim nega que tenha sido aberto investigação sobre a pratica de ´achaque´ no TCE, feita pelos ex-conselheiros. “O que houve foi a fala do delator(ex-governador Silval Barbosa) e o que o Janot(Ex-procurador Geral da República) disse.
Não houve investigação nenhuma”, disse o conselheiro afastado na entrevista. Tentando se proteger, o conselheiro afastado mentiu durante a entrevista. Ele disse que a acusação contra ele partiu só do ex-governador Silval Barbosa. O que não é verdade.
Antes da delação de Silval, o ex todo poderoso secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Pedro Jamil Nadaf, já tinha delatado os conselheiros para promotores e delegados da Policia Civil do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Nadaf estancou – de uma só vez – o processo depressivo que o incomodava, desde a sua prisão, e delatou os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado entre eles o presidente afastado Antônio Joaquim.
Segundo Nadaf, os conselheiros exigiram propina no valor de R$ 53 milhões na gestão do ex-governador Silval Barbosa, em troca da aprovação das contas do Governo no TCE, além de fazerem vista ‘grossa’ na fiscalização de quase R$ 2 bilhões das obras da Copa do Mundo realizado em Cuiabá em 2014, além de oferecer vantagens fazendo ouvidos ´mouros´ na dinheirama sobre os incentivos fiscais e o Programa MT Integrado, e que deveriam ter sido fiscalizado com afinco pelos conselheiros, mas, conforme a delação do ex-secretário, foram aprovadas em troca de pagamentos de propinas para os representantes da corte. A delação de Nadaf foi encaminhada apara a Procuradoria da República em Brasília e fatiada.
A delação do ex-governador Silval Barbosa só confirmou a delação de Nadaf. O conselheiro também atacou o jornalista Onofre Ribeiro que, segundo ele, teria em um artigo publicado no final de semana – afirmado que o TCE – foi liquidado. Para Joaquim, o jornalista deveria respeitar a instituição e preservá-la. Bastante raivoso o jornalista afastado disparou uma série de ataque contra os conselheiros substitutos. “Eles (conselheiros substitutos) jamais serão conselheiros titulares.
Alguns tem essa crise de identidade. Eles querem ser conselheiros titulares e não serão nunca”, disse Joaquim em tom jocoso. Ele disse ainda que os cinco conselheiros afastados, inclusive ele, ainda são conselheiros e não serão os substitutos que irão ser conselheiros titulares, “eles(conselheiros substitutos) morrerão substitutos”, afirmou sarcasticamente. O conselheiro disse – na entrevista – que não há nenhum ´fíasco´ de prova contra sua pessoa.
“Eu preciso reconquistar meinha reputação e voltar a presidir o Tribunal de Contas de Mato Grosso e o Ministério Público não terá condições de me denunciar”, desafiou o conselheiro afastado que voltou a afirmar a intenção de disputar o Governo de Mato Grosso.
Quanto ao Ministério Público Federal e a Polícia Federal, eles continuarão no ímpeto constitucional para desvendar a ‘farra’ da corrupção que ecoava pelos ralos do próprio Tribunal de Contas de Mato Grosso.
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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