Mato Grosso
Empresário é executado com três tiros na cabeça no meio da rua
Mato Grosso
Da Redação
O empresário conhecido como “William Barata” foi executado com pelo menos três tiros na cabeça no início da tarde da ultima terça-feira (16), na Rua Ônix, bairro Téssele Júnior, em Lucas do Rio Verde (354 km da Capital). O Corpo de Bombeiros atendeu à ocorrência, mas quando os paramédicos chegaram apenas atestaram a morte da vítima.
A policia militar, foi acionada e constatou a veracidade da denúncia e comunicou o fato à Delegacia de Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos no andamento da ocorrência.
De acordo com as primeiras informações, Willian teria chegado na região em sua picape Fiat Strada preta, onde teria sido cercado pelo atirador, ainda não identificado.
Willian teria descido do carro e corrido para uma área gramada da rua, onde foi atingido pelos tiros. Moradores da região relataram ter ouvido disparos e quando saíram para ver o que tinha acontecido encontraram a vítima no gramado.
Os militares ainda saíram em rondas pela região buscando por informações que ajudassem a identificar o assassino. Os investigadores acompanharam o trabalho dos peritos, que analisaram as condições em que o corpo foi encontrado e ainda periciaram o perímetro, onde encontraram duas cápsulas calibre .38 e coletaram outras evidências que ajudem a determinar as circunstâncias do caso.
Os policiais ainda ouviram populares e deram início às investigações. Willian, que era proprietário de uma distribuidora de bebidas no mesmo bairro onde foi executado, foi à delegacia horas antes de ser assassinado. A Strada da vítima foi apreendida no local e será encaminhada para perícia.
Um caderno que estava dentro do veículo, que continha informações de valores, chamou atenção dos policiais e também será analisado.
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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