Mato Grosso
Emanuel Pinheiro sinaliza disposição para adquirir 400 mil doses de vacina
Mato Grosso
Diante da gravidade ascendente do quadro de pandemia, com mortes sequenciais causadas pela covid-19, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, está se mobilizando para que o município tenha estoque suplementar de vacinas de forma emergencial. Ele já encaminhou projeto de lei à Câmara Municipal para adesão ao Consórcio Público que viabiliza a compra de imunizantes.
Conforme Pinheiro, o município já dispõe de R$ 20 milhões para investir na aquisição de 400 mil doses, resultantes de emenda parlamentar do deputado federal Emanuel Pinheiro Filho (PTB).
“Estamos diante de uma necessidade de caráter emergencial, e não há como protelar providências que podem agilizar qualquer medida preventiva nesse sentido. Essa pandemia assumiu caráter de robustez progressiva, transmutando-se de forma desafiadora à Ciência. Urge então nos agilizarmos para evitar mais mortes”, declarou Pinheiro em entrevista coletiva no Palácio Alencastro.
Ainda segundo o gestor, a prioridade é a saúde da população, a aquisição de vacinas que possam desencadear escudo protetor contra a covid-19. “Podemos, inclusive, até paralisar obras eventualmente, focados na maior prioridade de momento: adquirir imunizantes”.
Segundo Pinheiro, a contrapartida do município será suficiente para garantir as 400 mil doses. “Além de possível interrupção de alguns empreendimentos estruturais, vamos fazer um contingenciamento para cortar gastos, despesas diversas. A meta é vacinar 100% a população cuiabana. Faremos o que for possível para que a imunização dos nossos conterrâneos se torne realidade breve, concreta”, garantiu.
O projeto encaminhado ao Legislativo para adesão ao Consórcio Público deve se submeter à votação ainda nesta semana, em sessão extraordinária. Se aprovado, a capital mato-grossense irá compor o cenário de membros do consórcio, hoje composto de 1,7 mil cidades do país. Esse consórcio foi criado posteriormente à decisão do STF de autorizar a compra de vacinas, procedimento antes exclusivo do governo federal.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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