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Em reunião com governador, BRF anuncia investimentos de R$ 670 milhões em MT

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Mato Grosso

Produtores integrados do estado também preveem R$ 1,3 bilhão em suas estruturas

Da Redação

Após reunião com o governador Mauro Mendes, a BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, anunciou nesta quinta-feira (01.07) investimentos de R$ 670 milhões em sua operação em Mato Grosso.

Os produtores integrados da empresa também devem aportar R$ 1,3 bilhão em suas estruturas para aumentar a capacidade de alojamento. O montante será direcionado para a modernização e ampliação das unidades produtivas da BRF em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum.

O anúncio foi feito pelo CEO da BRF, Lorival Luz, e pela vice-presidente global de Relações Institucionais e Sustentabilidade da BRF, Grazielle Parenti. Também participaram da reunião, feita por videoconferência, os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda) e César Miranda (Desenvolvimento Econômico).

“Assim como várias outras empresas que têm expandido sua atuação em Mato Grosso, a BRF verificou que o nosso estado é rico em potencialidades. Tenho certeza que essa expansão da companhia vai trazer muitos ganhos para toda a população mato-grossenses. Entendemos a importância da BRF e seu papel relevante para o nosso estado. Os investimentos irão capilarizar nas regiões ao redor de Lucas, principalmente”, afirmou o governador.

Mauro Mendes destacou que centenas de empresas têm se instalado e expandido operações no estado nos últimos anos, pois as medidas tomadas pela atual gestão fizeram com que Mato Grosso “passasse a contar com um ambiente favorável ao empreendedorismo”.

“Hoje temos segurança jurídica, isonomia nos incentivos, licenciamento ambiental simplificado e redução de burocracia, além de um Governo com credibilidade, nota A no Tesouro Nacional e que executa milhares de obras e ações em todo o estado. Quando o estado é forte e o Governo passa a ser forte, as empresas despertam interesse em investir, e isso traz emprego, renda, desenvolvimento e qualidade de vida, que é o mais importante”, completou.

Na reunião, a companhia apresentou números de sua atuação no estado, além de explicar detalhes sobre os investimentos.

“Com este aporte conseguiremos ampliar a produção de linhas importantes para a Companhia, que atendem tanto o mercado nacional quanto países para os quais exportamos, na Ásia, África e América Latina. Temos uma estratégia de crescimento robusta para os próximos 10 anos e, com certeza, Mato Grosso é parte importante dessa caminhada”, afirmou Lorival Luz.

“Nossa operação no estado conta com cerca de oito mil colaboradores e mais de 200 produtores integrados, que fazem parte de nossa cadeia produtiva, sendo Lucas do Rio Verde a nossa principal planta no Mato Grosso e uma das maiores no mundo”, complementou Grazielle Parenti.

Sobre a BRF

A BRF é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, está presente em mais de 117 países e é dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy. 

Divulgação: Secom MT

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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