Mato Grosso
Em poder de R$ 260 mil para adquirir aeronave destinada ao tráfico, ex-delegado de MT novamente é preso
Mato Grosso
Da Redação
A história de vida profissional do então delegado de Polícia Civil em Mato Grosso, Arnaldo Agostinho Sottani, 49 anos, possui também registros ilícitos. Ontem, 17, ele foi novamente detido com R$ 260 mil em espécie, valor supostamente procedente do tráfico de drogas em Caratinga, município mineiro, onde a prisão aconteceu. Conforme denúncias repassadas à Polícia Militar, Arnaldo portava quantia de alto valor, dinheiro que seria empregado na aquisição de aeronave destinada ao tráfico. Informada, a PM comunicou o fato à Polícia Civil, que montou operação para verificar a procedência dessa denúncia, culminando com a prisão em flagrante.
A abordagem aconteceu após Arnaldo solicitar corrida por aplicativo, entre o aeroporto e o centro de Caratinga. Com ele, os policiais encontraram uma caixa contendo dinheiro. Um fato que chamou a atenção dos policiais é que as cédulas, todas de pequeno valor, estavam encapadas com papel film. Conforme explicou Ivan Sales, titular da Delegacia Regional de Polícia Civil de Caratinga, esse dispositivo é para que as cédulas não mofem.
Ao prestar depoimento, o ex-delegado confessou ter sido procurado por organização criminosa quando saiu da cadeia, sendo contratado, como advogado, com “proventos” da ordem de R$ 500 mil. Segundo ainda foi levantado pela PC, Arnaldo esteve três vezes em Caratinga nos dias anteriores, em companhia de outros dois pilotos.
MÁ-CONDUTA
Expulso por má-conduta dos quadros da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, em 2013, quando tentou mudar os rumos de uma investigação de roubo de gado em Carlinda-MT (724 km de Cuiabá), Sottani foi preso em 2016, em General Carneiro (442 km de Cuiabá), em uma aeronave que transportava 150 quilos de cocaína. Ao perceber a abordagem, o ex-delegado tentou atropelar os policiais federais com a aeronave, sendo baleado na perna. Chegou a ser condenado pela Justiça, sendo liberado para responder pelo crime em liberdade. Além de advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Arnaldo também é piloto de avião.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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