Mato Grosso

Dupla invade casa de servidora do TJ-MT e faz família refém

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Dois criminosos armados invadiram a casa de uma servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) na noite desta terça-feira (01), no bairro Despraiado, em Cuiabá.

De acordo com as informações, os criminosos mantiveram a servidora juntamente com a família como reféns, a Polícia Militar (PM) foi acionada após a servidora conseguir mandar uma mensagem através de um aplicativo de mensagens para a nora que acionou a polícia.

Ao chegarem no local do crime, os policiais pularam o muro e adentraram na casa das vítimas. Thiago Henrique Alves, 21 anos, foi preso em posse de uma pistola calibre .380 que estava em suas mãos no momento da abordagem.

Após dada a voz de prisão, Thiago teria jogado a arma no chão e se entregado a polícia, o segundo suspeito identificado como Gezivaldo Júnior Benedito, 23 anos, estava em um dos cômodos da residência e também foi preso pelos policiais,

De acordo com uma das vítimas, os criminosos mantiveram a família como refém por cerca de 1 hora dentro de um dos quartos da casa, disse ainda que foi rendida pelo suspeito Thiago no momento em que estava trancando a residência.

Após ser rendida, o criminoso teria exigido que ela o levasse até o restante dos familiares que de acordo com as informações estavam no segundo pavimento da casa, porém ao chegarem no local, o suspeito Gezivaldo já havia rendido a servidora e uma idosa de 75 anos que seria mãe da proprietária da residência.

Ainda de acordo com a testemunha, os criminosos exigiram dinheiro, perguntaram sobre um suposto cofre e também sobre joias, disse ainda que a todo momento os criminosos eram violentos e que enquanto mantinham a família como refém, eles iam pegando tudo que julgassem que fosse de valor.

Os criminosos ainda solicitaram que a parte inferior da residência fosse aberta para que os mesmos pudessem pegar os pertences de valor que estariam no primeiro pavimento.

A uma suspeita de que tenha a participação de um terceiro elemento na ação que estaria dando apoio aos criminosos, haja visto, que de acordo com uma familiar, em dado momento um dos suspeitos teria feito uma ligação solicitando que um comparsa viesse busca-los o mais rápido que conseguisse.

Segundo os criminosos presos, eles passaram o dia em uma cada abandonada que fica ao lado da residência da servidora para observar o movimento e concretizar a ação no momento certo.

Os criminosos foram encaminhados para a Central de Flagrantes em Cuiabá onde foi lavrado um Boletim de Ocorrência e posteriormente foram apresentados para a Polícia Judiciária Civil (PJC) que dará prosseguimento no caso e deverá investigar se houve a participação de um terceiro elemento na ação.

Os criminosos deverão responder pelos crimes de cárcere privado, roubo, sequestro, lesão corpora e porte ilegal de arma de fogo.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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