Mato Grosso
Dupla conhecida da polícia é conduzida por tráfico de drogas em Cuiabá (Veja Vídeos)
Mato Grosso
Da Redação
Na madrugada desta segunda-feira (29), uma equipe de Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) prendeu quatro pessoas por tráfico de drogas no bairro Parque Georgia, em Cuiabá.
De acordo com as informações a equipe estava em patrulhamento pela Avenida Jaques Brunini quando avistou um veículo Fiat Argo, de cor branca, no interior do referido veículo estavam seis pessoas. Após avistarem a viatura o condutor saiu em alta velocidade, quando chegaram no bairro Grande Terceiro a polícia conseguiu render os suspeitos.
No veículo foram encontrados em posse de J.N.N.A, 19 anos, cerca de R$ 3 mil reais em cédulas, o mesmo não soube dizer a procedência do valor. Já com um menor que também estava no veículo, foi encontrado um cigarro de substância análoga a maconha e no interior do veículo havia mais uma porção da mesma substância.
A dupla que foi abordada já é conhecida da polícia pela prática de tráfico de drogas, de acordo com a polícia, a dupla atua no bairro Parque Georgia. Após a abordagem, os supeitos foram encaminhados para a residência de um deles onde foram encontradas 54 munições de calibre .556, outras sete munições de calibre 38 e duas munições calibre .380, ainda foi encontrado um simulacro de arma de fogo, dois rádios comunicadores do tipo HT sintonizados na frequência da polícia e ainda cerca de R$ 10 mil em dinheiro.
Os policiais ainda encontraram enterrado no quintal da residência outras porções de maconha, ácido bórico e pasta a base de cocaína que estavam dentro de uma mochila.
Além da dupla já conhecida da polícia, foram apreendidos e encaminhados para a Central de Flagrantes outro menor de 17 anos, além de T.T.S, 36 anos, L.R.O, 21 anos, R.C.S.J, 33 anos e R.C.S.J, 23 anos onde foram tomadas as medidas cabíveis. (Fotos e Vídeos: PM-MT)
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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