Mato Grosso

Dois são presos acusados de estelionato em “golpe da OLX”

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Mato Grosso

Da Redação

Um homem e uma mulher foram presos na tarde desta terça-feira (01) no bairro Jardim Petrópolis, em Cuiabá, acusados de estelionato.

De acordo com as informações, L.L.D., 35 anos e A.O.P., 22 anos, estão envolvidos em um golpe praticado através de um site de compra e vendas. O boletim de ocorrência foi registrado no Estado do Paraná, nele é narrado que duas vítimas teriam feito a transferência de R$ 32,5 mil para a conta de um dos suspeitos.

Com a informação do BO em mãos, policiais se dirigiram até uma agência bancária na Avenida da Feb, em Várzea Grande onde foram informados que a transferência havia sido realizada na terça-feira e já teria sido realizado dois saques, um de R$ 3 mil e outro de R$ 1 mil, os policiais ainda foram informados de que a polícia do Paraná já havia entrado em contato com a agência e que o mesmo teria realizado o bloqueio de R$ 28,5 mil.

Em posse das novas informações, os policiais se dirigiram até a residência da titular da conta que fica no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande onde foram informados que a suspeita estaria trabalhando em um estabelecimento comercial na região do Coxipó, em Cuiabá.

Os policiais se dirigiram até o estabelecimento em que a suspeita trabalha, após ser perguntada sobre o fato ela confessou que um colega de trabalho havia lhe apresentado o suspeito identificado como João Vinicius, que até o momento não foi preso, ele teria pedido a conta bancária da mulher para aplicar o golpe e em troca ela ganharia 10% do valor.

O suspeito A.O.P também foi abordado pelos policiais, ele afirmou que conhecia João Vinicius porém tinha pouco contato com o mesmo. Durante a busca pessoal foram encontrados R$ 400 que de acordo com as informações fazem parte do dinheiro transferido pelas vítimas.

Os dois foram encaminhados até a Central de Flagrantes de Cuiabá onde foi lavrado um BO e posteriormente foram apresentados para a PJC onde foram tomadas as medidas cabíveis.

A PJC continua investigando o caso.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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