Mato Grosso

Dois membros de facções criminosas morrem em confrontos com a PM em Sorriso

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Mato Grosso

Da Redação

Após um confronto com a Polícia Militar (PM) terminou na morte de dois criminosos na noite desta quinta-feira (24), no bairro São José, Sorriso (375 km de Cuiabá).

De acordo com as informações, a PM foi informada que uma residência no bairro estava sendo utilizada para o tráfico de drogas na região, no momento da chegada dos policiais, os suspeitos tentaram se evadir do local.

Ainda de acordo com a PM, um dos suspeitos identificado como Alex Bruno Barbosa, 21 anos, estava armado com um revólver calibre 32 e foi atingido pelos policiais. No local ainda foram apreendidos dois menores de idade, um de 14 e outro de 17 anos, e um maior identificado como Rafael Ferreira Lima, 30 anos, foi preso e encaminhado para a Central de Flagrantes.

Alex, possuía inúmeras passagens pela polícia, pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio, roubo, motim, sequestro, cárcere privado e desacato.

Horas depois da morte de Alex após o confronto, a PM foi novamente acionada para se dirigir até o bairro. Uma denúncia, dava conta de que integrantes de uma facção criminosa deram ordens e passaram a ameaçar os moradores do bairro, de acordo com os denunciantes, uma espécie de “ordem de recolher” estava sendo exigida pelos suspeitos.

Quando chegaram no bairro, e durante a tentativa de controlar a situação, um dos suspeitos identificado como Fernando Goes da Silva, 23 anos, teria sacado um revólver calibre 38 e tentado disparar contra a polícia que revidou e acabou matando o suspeito.

Fernando chegou a ser socorrido e levado com vida para o Hospital Regional de Sorriso, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois de dar entrada.

Durante a ação, uma mulher identificada apenas pelas iniciais S.R.M., 18 anos, também foi presa pela polícia, de acordo com os policiais ela estava andando pelo local com um carrinho de bebê no qual havia várias porções de substância análoga a maconha no interior do mesmo.

Após a ação dos policiais que colocou fim as ameaças de membros de facções, o major PM Inácio, que atendeu a ocorrência, disse em entrevista que os moradores do bairro podem ficar mais tranquilos, já que as rondas pelo bairro serão intensificadas, pediu ainda, que os moradores denunciem qualquer movimentação suspeita na região.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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