Economia
Deputados aprovam projeto de isenção do ICMS da energia para famílias de baixa renda
Economia
Da Redação.
O Projeto de Lei 328/2020, do Poder Executivo, que aprova o convênio ICMS 42, de 16 de abril de 2020, celebrado no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que isenta o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da conta de energia elétrica dos consumidores que se enquadram na categoria baixa renda, foi aprovado em segunda votação pelos deputados estaduais em sessão ordinária na tarde de quarta-feira (22). A medida beneficia mais de 147 mil famílias.
Em justificativa ao projeto, o governo diz que o Estado, “pelos seus poderes constituídos, não tem envidado esforços na busca de solução para minimizar os efeitos, tanto no que diz respeito às questões sanitárias, mas também em relação àqueles irradiados na economia, que afetam não só as empresas, mas a população em geral”.
Destaca como importante que a medida vale, restritamente, para o consumidor enquadrado na subclasse residencial de baixa renda, que atinge o consumo igual ou inferir a 220 KWh/mês.
“Essa é mais uma medida que estamos tomando para minimizar os impactos do coronavírus na vida da população, especialmente daquelas pessoas que se encontram em vulnerabilidade social. Parabéns ao governador pela mensagem, atendendo o pedido da população e olhando para os que mais precisam”, destacou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM).
“Foi um projeto sabiamente apresentado pelo Executivo. Um projeto que vai cuidar das famílias mais carentes deste Estado”, disse o deputado Dilmar Dal´Bosco (DEM), líder de governo na Assembleia Legislativa. Sebastião Rezenda (PSC), também destacou a lei do governo. “É um projeto de visão do governador que vai atender os menos favorecidos”.
O deputado Lúdio Cabral (PT), entende que demorou para o governo beneficiar a população carente com a isenção do ICMS na conta de energia. “Essa decisão de isenção poderia ter sido tomada anteriormente. A população recebe tardiamente esse benefício. O governo atende de pronto os grandes, os gigantes, e demora para atender a população trabalhadora”, completou.
As famílias que se enquadram na categoria “subclasse residencial de baixa renda” são aquelas que possuem renda de até meio salário mínimo por pessoa ou que tenham algum membro que receba o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC). Para receber a isenção, um dos integrantes da família deve solicitar à distribuidora de energia elétrica a classificação da unidade consumidora na subclasse residencial baixa renda, e precisa estar com os dados da família do Cadastro Único em dia.
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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