Mato Grosso
Deputada Janaina Riva e seu marido são vítimas de assalto em sua residência
Mato Grosso
Da Redação
A deputada estadual Janaína Riva (MDB) e o seu marido Diógenes de Abreu Fagundes sofreram um assalto na madrugada desta terça-feira (24), no bairro Santa Rosa em Cuiabá. Dois homens em posse de uma arma e um controle do portão eletrônico, invadiram a residência e roubaram dinheiro e pertences do casal. Não houve feridos.
Segundo informações do boletim de ocorrência, por volta de 1h15 de hoje (24) dois homens armados com pistolas invadiram a casa no bairro Santa Rosa onde a deputada Janaina Riva e seu marido estavam sozinhos.
Pelas câmeras de segurança foi possível verificar que os bandidos possuíam um controle de portão eletrônico e entraram sem dificuldade na residência. Eles seguiram diretamente ao quarto das vítimas e as abordaram de forma agressiva e truculenta, apontando suas armas.
Eles teriam ficado no local por cerca de dez minutos e depois fugiram levando dinheiro e pertences das vítimas. A equipe de inteligência do 10º Batalhão da Polícia Militar fez um levantamento dos dados de pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica e verificaram que um suspeito identificado como Weslei Tiago de Arruda da Silva esteve pela região da casa da deputada no momento do roubo.
O casal reconheceu o suspeito pelas fotos mostradas pela polícia. Pelo rastreador do iPhone de uma das vítimas, que foi roubado, o aparelho foi localizado no bairro Pascoal Ramos, em um terreno não habitado. Pela checagem da tornozeleira o suspeito foi localizado no Trevo do Lagarto. O equipamento teria sido violado. Segundo o boletim, não houve feridos.
Foto: Reprodução
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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