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Delegados ministram I Congresso Brasileiro Online sobre direito do idoso

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Mato Grosso

Da Redação

o I Congresso Brasileiro OnLine de Polícia Judiciária e Direito do Idoso, promovido pelo Instituto Federal Kids, Academia da Polícia Civil de Mato Grosso (Acadepol-MT) e outros parceiros, contou com a participação de mais de 13 mil pessoas atuantes na área.

O evento virtual, realizado durante das 09 às 17 horas, de sexta-feira (11.09), reuniu autoridades de todo pais e também do exterior contando com a presença de dois delegados de Mato Grosso como palestrantes.

Responsável pelo Núcleo de Atendimento ao Idoso (NAI) em Cuiabá, o delegado Vitor Chab Domingos, ministrou a palestra sobre Violência Contra a Pessoa Idosa. O diretor adjunto da Acadepol, Joaquim Leitão Junior, foi responsável por falar sobre as Tutelas Penais da Pessoa Idosa.

O Congresso destinado em especial a membros da Segurança Públic contou com a participação de mais de 13 mil pessoas e a teve como público principal as equipes das Guardas Municipais de todo o estado do Rio de Janeiro.

O delegado do NAI, Vitor Chab Domingues, destacou a importância deste tipo de evento, uma vez que atualmente 13% da população do Brasil é composta por idosos e em poucos anos, em 2050, este índice subirá para 25%.

“A expectativa de vida do brasileiro está aumentando, aliado ao fato de a pessoa da terceira idade se cuidar, praticar exercícios físicos e não possuir vícios. Devemos lembrar que mesmo com 17 anos do Estatuto do Idoso, a pessoa idosa ainda não tem as políticas públicas aplicadas às mulheres, crianças, adolescentes e ao público LGBT”, disse o delegado.

O delegado destacou ainda a necessidade de policiais realizaram um atendimento especializado a vítima idosa, uma vez que o agente deverá ser uma pessoa paciente e carinhosa.

“São casos muitos delicados investigados pela unidade de atendimento ao idoso, homicídio por negligencia, abandono, omissão de socorro, entre outros fatos que exigem muita expertise dos policiais, além de amor e carinho com as vítimas em situação vulnerável”, disse o delegado.

O delegado citou ainda as parcerias com os Conselhos Municipal e Estadual do Idoso, 34ª, Defensoria Pública, Poder Judiciário, Ministério Público Estadual, nas ações e realizações de palestras em empresas, em especial àquelas que realizam atendimentos às pessoas idosas.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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