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DAE/VG investe em políticas de abastecimento de água e soluciona problemas em tempo real durante mutirão

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Da Redação

 

O problema da falta de água nos bairros 24 de Dezembro e 07 de Maio foi solucionado pelo Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG). As boas novas de abastecimento contínuo de água chegou aos moradores da região, junto com o mutirão de serviços da Prefeitura de Várzea Grande, o ‘Prati-Cidade’ na sexta-feira, 01 de setembro. O benefício foi possível após a perfuração de dois novos poços de água, um em cada bairro e a legalização dos mesmos com a liberação de licenças ambientais para o funcionamento.

“Há alguns meses a população desses dois bairros têm sentido a melhora. E, agora nessas últimas duas semanas, finalizamos os trabalhos realizando testes, tirando vazamentos e ligações indevidas, fatores que interferiam no abastecimento contínuo de água a todos os moradores dessa região. Antes de explorarmos os poços também foi necessária a legalização ambiental dos mesmos, que obedece ritos administrativos junto à esfera Estadual, o que demanda tempo”, declarou o presidente do DAE/VG, Ricardo Azevedo Araújo, afirmando que o resultado foi positivo e, que o abastecimento por esses dois poços será estendido a pelo menos outros bairros vizinhos, a exemplo do bairro Gilson de Barros.

Ricardo também explicou que a ação que beneficiou centenas de moradores dos bairros 24 de Dezembro e 07 de Maio faz parte da determinação da atual administração municipal em melhorar a qualidade de vida da população e solucionar principalmente os problemas que mais assolam as comunidades.

“A disponibilidade de água tratada diariamente chegando até as casas das populações, é um dos maiores desafios que temos. Trata-se de um bem precioso que exige tecnologias para seu melhor aproveitamento, captação de forma eficaz e correta, além de pôr fim ao desperdício. Pontualmente nesta situação utilizamos a tecnologia da perfuração de poços artesianos para minimizar a situação”, explicou o presidente do DAE/VG salientando que o Departamento também trabalha com políticas de conscientização do uso da água.

Também quem procurou o posto de atendimento do DAE/VG no mutirão ‘Prati-Cidade’ pôde solucionar problemas e negociar dívidas. “Nesta edição do projeto social da Prefeitura, além de realizarmos o recadastramentos de unidades consumidores e fazermos a negociação de dívidas, disponibilizamos fiscais que puderam ir in loco nas moradias dos reclamantes e verificar as demandas em tempo real. Acreditamos que essa atitude vai agilizar o atendimento ao consumidor e será bem aceita. Com certeza repetiremos nas próximas edições do Prati-Cidade”, avalia Ricardo Azevedo Araújo.

Durante a sexta-feira (01/09), o posto avançado do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande registrou 21 atendimentos, todos pedindo a regularização das instalações de água em suas residências. “Esse já é o resultado do abastecimento contínuo da água que estamos oferecendo. Chamamos de cultura reativa. Muitas pessoas têm ligações clandestinas de água e quando o poder público soluciona os problemas de infraestrutura, como foi o caso desses bairros todos querem ter um serviço de qualidade e precisam procurar o Departamento para regularizar tanto a rede de abastecimento que vai até à sua residência deixando assim de ser clandestina, como também querem negociar dívidas passadas. Outro aspecto que demonstra estarmos no caminho certo é que nesta edição realizamos o menor número de atendimentos isso por que, a maior parte das reclamações anteriormente era da falta de abastecimento ou a irregularidade da chegada da água às casas e, hoje, nesta localidade problema solucionado”, explicou o presidente do DAE/VG.

O próximo passo segundo o presidente da autarquia é de realizar todo o recadastramento das unidades consumidoras dos bairros 24 de Dezembro e 07 de Maio para garantir que as moradias em sua totalidade permaneçam recebendo o abastecimento de água contínua e permanente. “Se a unidade consumidora não estiver no nome do proprietário ou morador responsável, não é possível estabelecer essa relação de consumo. A legalização do serviço de abastecimento de água tratada também significa qualidade de vida aos várzeagrandenses”, afirmou Ricardo. 

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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