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Cuiabanos estão aterrorizados com o fantasma do desemprego

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Da Redação

“Fechar lojas é tirar vidas”.

 O presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACC), Roberto Peron disse que ainda não tem valores de prejuízos causados pelo fechamento do comércio, mas que segundo ele, vai ser grande.

 O governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (DEM), assinou um Decreto com medidas drásticas em todo o território estadual e os reflexos de alguns encaminhamentos já podem ser vistos no comercio de algumas cidades do interior, assim como a da capital Cuiabá.

Um dos pontos deste documento é a não abertura do comércio em todas as cidades mato-grossenses.

 Decreto do Governo do Estado aponta que existem serviços essenciais e não essenciais, estes que podem ser suspensos. Por vários dias estão paralisadas todas as atividades e os serviços privados, a exemplo de academias, shopping centers, restaurantes e comércio em geral.

Segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), a medida de emergência, adotada como parte das medidas para conter o avanço da “Pandemia do Coronavírus”, poderá causar a demissão de milhares de trabalhadores no Estado.

O desemprego e a queda no faturamento são decorrentes da maior ofensiva da história de da Capital Cuiabá para conter o avanço da doença.

O prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro (MDB) também apresentou a população o Decreto Municipal recomendando o fechamento de shoppings, centros comerciais, academias, parques, centros dos idosos e escolas. Também estão suspensos todos os eventos com a participação de mais de 20 pessoas.

Os comerciantes pedem socorro e esperam ajuda, principalmente, do governador Mauro Mendes, o que vem se mostrando mais reticente em adotar as medidas.

Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) estima que dos 6 milhões de empregados ligados ao setor no Brasil, metade deles podem ser demitidos nos próximos 30 ou 40 dias, caso os estabelecimentos permaneçam fechados.

Além disso, a entidade estima que muitos trabalhadores informais, donos do próprio negócio e que não possuem empregados, também terão dificuldades e poderão fechar as portas.

“Os bares e restaurantes estão entre os maiores empregadores do Brasil e os mais afetados por tudo isso. Os outros setores, como agricultura ou construção civil, poderão se recuperar mais rapidamente. Mas o nosso setor terá enorme dificuldade. Além disso, temos dificuldades para obter créditos no Brasil”, declara Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

Muitas empresas, porém, afirmam que não possuem condições financeiras para manter os empregados durante o período de fechamento das portas. Desta forma, optam por demissões sem tentar acordos para que possam manter os empregos.

Na última segunda-feira (13), os comerciantes do centro de Cuiabá realizaram protesto em frente aos seus estabelecimentos, eles querem que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) autorize a abertura do comércio.

Com suas portas fechadas, alguns empresários já começaram a realizar demissões de seus funcionários e a expectativa é de um quadro ainda pior se o cenário perdurar.

Desde 23 de março, o prefeito Emanuel Pinheiro determinou por meio de Decreto que todos os estabelecimentos que não se enquadrem como essenciais fiquem fechados, e visa prevenir a contaminação pelo “Coronavírus”, a “Covid-19”. O comércio que está aberto deve monitorar o fluxo de clientes e seguir rígidas orientações de higiene.

Uma das ruas que tem o comércio mais movimentado em Cuiabá, 13 de Junho, o cenário é de portas fechadas, pessoas no pontos de ônibus e funcionários de lojas carregando cartazes dizendo: “Queremos trabalhar”.

Na Avenida Tenente-coronel Duarte, mais trabalhadores seguravam cartazes com a mensagem: “Queremos trabalhar. Jesus te ama”.

Roberto Peron, presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACC), diz que a decisão do prefeito Emanuel Pinheiro em manter o comércio fechado é “maldade” e coloca vida de famílias em risco.

O presidente da Associação Comercial explicou que, sem receita, os empresários estão fazendo cortes no quadro de funcionários. Entre as microempresas, 100% já demitiram trabalhadores.

“Muitos deles anteciparam 15 dias de férias, não tem dinheiro para os outros 15. Vai ter que suspender contratos temporariamente”.

“A solução não é fechar loja. É conscientizar o cidadão de que ele tem que tomar cuidado para mão se infectar. Fechar loja você está matando empregos, deixando os microempresários sem renda até para pagar os seguranças. O segurança da minha loja disse que estava há 4 semanas sem receber e sem dinheiro até para comprar comida”.

O empresário reivindica a abertura do comércio com os devidos cuidados, como têm sido orientados aos donos de supermercados.

“Se todo mundo tomar cuidado, acho que dá para abrir. O que não dá é ficar como está. Se permanecer por mais de 30 dias fechados, fatalmente muitos morrerão”.

Há uma proposta para que as lojas funcionem em um turno só ou entre as 9 e 17 horas.

 

Foto: Divulgação.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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