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Cuiabá: ruas do Sol Nascente e Guaicurus são transformadas com a chegada da pavimentação

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A intervenção nas comunidades recebe cerca de R$ 2,7 milhões de investimento e totaliza três quilômetros de obra

A Prefeitura de Cuiabá segue se empenhando para transformar em realidade o sonho da pavimentação para os milhares de moradores dos bairros Sol Nascente e Guaicurus. Situadas na região Leste, as comunidades foram incluídas pelo prefeito Emanuel Pinheiro no programa Minha Rua Asfaltada.

A intervenção de melhoria na infraestrutura viária recebe um investimento de cerca de R$ 2,7 milhões e totaliza três quilômetros de obra. Nas localidades, todas as ruas já estão com a tubulação da rede de drenagem de águas pluviais instaladas. Além disso, seis vias já foram cobertas com a massa asfáltica.

A previsão é de que, nas próximas semanas, a etapa de asfaltamento alcance as duas últimas ruas previstas no projeto elaborado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas. A partir disso, as equipes passam a se dedicar na conclusão dos serviços complementares de construção de bocas de lobo, meio-fio e calçada.

“É mais um compromisso assumido pelo prefeito Emanuel Pinheiro que estamos trabalhando com muito empenho para que seja cumprido. Em junho de 2020 estivemos nesses bairros para lançar a obra e, menos de um ano depois, a realidade já é outra. Em breve, os moradores verão o fim da poeira e lamaçal nas vias”, comenta o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa.  

Outra obra que beneficia diretamente os moradores das duas comunidades é a duplicação da Avenida Dante Martins de Oliveira (Av. dos Trabalhadores). Com um investimento de R$ 2,3 milhões, a obra abrange uma extensão de dois quilômetros e está nas fases de construção do muro de gabião no córrego que corta a via e instalação das manilhas do sistema de drenagem.

Os recursos para o investimento em todas essas obras têm como origem a operação de crédito formalizada com o Banco Brasil. A articulação resultou na chegada de R$ 17.823.362,91, que já estão sendo aplicados em diversos bairros da Capital. “Nossa meta é continuar trabalhando para conseguir novos investimentos e atuando nos bairros”, pontua Stopa.-

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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