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Cuiabá: prefeito autoriza abertura do comércio somente no fim de semana do Dia das Mães

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Da Redação

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, autorizou nesta quinta-feira (6), por meio de decreto, a abertura do comércio em geral nos dias 8 e 9 de maio de 2021 – (Dia das Mães) – das 9h às 00h. Conforme o chefe do Executivo, a medida também valerá para bares, restaurantes e shoppings centers.  

Conforme o decreto 8427/2021 – as atividades econômicas deverão observar rigorosamente as medidas de biossegurança determinadas pela autoridade sanitária municipal, sob pena de aplicação das penalidades legais cabíveis.  

“Atendendo a um pedido do setor, tão prejudicado nessa pandemia, vamos autorizar o funcionamento do comércio no sábado e no domingo. Para que possamos dividir o público que irão às compras nesse feriado, decidimos pelo horário estendido neste fim de semana excepcionalmente por ser do Dia das Mães. Precisamos retomar a economia, mas com responsabilidade. Peço para os empresários que irão abrir seus estabelecimentos que nos ajudem a combater esse vírus terrível que está aterrorizando todo o mundo. A Prefeitura de Cuiabá sempre foi  parceira dos comerciantes e sempre manteve o diálogo com todas as categorias durante a pandemia. E que possamos juntos retomar gradativamente a normalidade dos horários de funcionamento do comércio com segurança”, pediu o prefeito.  
Observa-se que a Capital está inserida no nível de classificação alto, previsto no Decreto Estadual nº 874, de 25 de março de 2021 e considerando a porcentagem de 83,15% de taxa de ocupação de leitos de UTI-Covid constante no painel epidemiológico nº 424 Coronavírus – Covid-19 Mato Grosso de 06 de maio de 2021 e reiterado comprometimento da Prefeitura de Cuiabá  com a preservação da saúde e bem-estar de toda população cuiabana: “Fica excepcionalmente autorizado no âmbito do Município de Cuiabá, o funcionamento das atividades econômicas de comércio em geral, dos bares e restaurantes, inclusive aqueles em funcionamento no interior dos shoppings centers, nos dias 08 e 09 de maio de 2021 (final de semana do Dia das Mães) das 09h às 00h”, consta em decreto. 
Diante da taxa de ocupação de leitos de UTI em 83,15% o toque de recolher na capital, não estará em vigor – excepcionalmente – nos dias 8 e 9 de maio.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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