Mato Grosso
Cuiabá: Edifício é furtado e polícia recupera pertences (Veja fotos e vídeos)
Mato Grosso
Da Redação – Jean Borsatti
Uma guarnição do 3º Batalhão de Polícia Militar (3ºBPM) foi acionada após uma pessoa alegar que estava rastreando seu celular que teria sido furtado de um edifício comercial que fica na Av. das Torres em Cuiabá.
De acordo com as informações, o solicitante se dirigiu até a localização que constava no aparelho, o local era um barracão abandonado na Rua Princesa Isabel, no bairro Renascer, a vítima teria então acionado o alarme do aparelho, e após ouvir o celular no interior do barracão os policiais adentraram com o objetivo, não apenas, de pegar o bem, mas também capturar os envolvidos na ação.
No local foram encontrados o aparelho, outros objetos roubados da clínica e também onze armas de airsoft que foram roubadas de um outro estabelecimento do mesmo edifício.
No local foram encontrados apenas os objetos furtados do edifício, nenhum suspeito estava no local, por este motivo ninguém foi preso. As câmeras de segurança flagraram a ação do suspeito, que com ajuda de um objeto ele tenta abrir a porta de um dos estabelecimentos, ao perceber que estava sendo filmado o suspeito vira a câmera o que possibilitou o furto e a fuga.
As imagens do circuito irão ajudar a polícia nas investigações, através das imagens será possível fazer a identificação do suspeito.

Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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