Esporte

Cuiabá e Paraná empatam na Arena Pantanal em partida de seis gols

Publicado em

Esporte

Da Redação

 Cuiabá e Paraná Clube empataram por 3 a 3 na noite de quarta-feira, pela 17ª rodada da Série B do Brasileiro, na Arena Pantanal, os gols foram marcados por Matheus Barbosa, Maxwell e Elton para o Dourado, enquanto o Tricolor fez com Bruno Gomes, Jean Victor e Guilherme Biteco. O Cuiabá caiu para a vice-liderança, e o Paraná para a sétima posição.

PRIMEIRO TEMPO

Dentro de casa, o Cuiabá tomou a iniciativa do jogo, mas faltava movimentação na frente para encontrar espaços, o gol saiu aos 13 ao pressionar e forçar o erro do time paranista no campo de defesa, Maxwell recebeu a bola após falha de Meritão e sofreu falta, Elvis bateu forte, e Matheus Barbosa desviou de cabeça, Maxwell e Elvis, depois, ainda tiveram boas chances na área, mas pararam em Hurtado na decisão final.

O Paraná, que errava muitos passes, não oferecia perigo até que Jhony Douglas fez jogada individual e a bola sobrou para Bruno Gomes, que girou e bateu colocado no canto para empatar, com 33. Nos dez minutos finais, o Tricolor melhorou a marcação e impediu que o Dourado, que era lento, chegasse no gol de Marcos.

A etapa final foi agitadíssima, aos 3, Jean bateu falta da entrada da área, a barreira abriu e foi direto para as redes de João Carlos, virando o jogo para o Paraná. E nem deu tempo de comemorar.

No minuto seguinte, Maxwell recebeu nas costas de Paulo Henrique, cortou para o meio e arriscou de fora da área – a bola desviou na zaga e entrou. Com 15, outro gol. Yago chutou colocado, Marcos espalmou, e Elton, oportunista, completou para o Cuiabá.

Cinco minutos depois, o Tricolor empatou. Thiago Alves cruzou da esquerda, e Guilherme Biteco, de voleio, fez um golaço. O Dourado, na transição rápida, quase ficou à frente do placar de novo. Yago arrancou pela direita, inverteu para Maxwell, que encontrou Elton, da entrada da área, soltar uma bomba por cima do travessão. Maxwell e Vitinho ainda tiveram outras chances, uma para cada time, mas finalizaram mal.

COMO FICA?

Com a igualdade, o Cuiabá saiu da liderança da Série B, o Dourado tem 33 pontos, mas a líder Chapecoense, com a mesma pontuação, tem um saldo de gols maior (13×9). O Paraná, com 25 pontos, caiu da sexta para a sétima colocação.

PRÓXIMOS JOGOS

O Cuiabá enfrenta o Sampaio Corrêa no sábado, às 18h30, no Castelão, em São Luís, já o Paraná recebe o Oeste na segunda-feira, às 20h, na Vila Capanema. Os jogos são válidos pela 18ª rodada.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA