Esporte
Cruzeiro acorda no 2º tempo, vira em dois minutos e deixa Ponte perto do Z4
Esporte
Da Redação
O fato de Mano Menezes não estar no banco de reservas do Cruzeiro neste sábado poderia indicar uma falta de interesse da Raposa na partida contra a Ponte Preta no Mineirão. Mesmo assim, o clube celeste conquistou uma virada por 2 a 1 contra a Macaca, anotando seus dois tentos em dois minutos do segundo tempo.
A partida com mando cruzeirense foi antecipada da 28ª rodada do Campeonato Brasileiro por conta da montagem do palco para uma apresentação de Paul McCartney no Mineirão. No banco de reservas, Sidnei Lobo comandou a equipe, já que Mano Menezes está em São Paulo para um tratamento de pele.
Com a vaga na Libertadores já assegurada pelo título da Copa do Brasil, o Cruzeiro se mostrou pouco interessado na partida no primeiro tempo. Assim, sofreu um gol da Ponte Preta logo aos 11 minutos de jogo, quando Diogo Barbosa recuou errado para Rafael, Lucca se aproveitou e foi derrubado pelo goleiro. A arbitragem anotou o pênalti e, na cobrança, Danilo Barcelos bateu no ângulo e inaugurou o marcador.
Na marca de 30 minutos da primeira etapa, a Raposa acumulava quase 75% de posse de bola, mas não tinha nenhuma finalização. Os primeiros chutes vieram apenas aos 42 e 45 minutos, com Hudson e Henrique arriscando finalizações de fora da área. A Ponte, por sua vez, se limitou a esperar pelos contra-ataques, mas deu trabalho para Rafael apenas em uma oportunidade.
Se foram apenas duas finalizações dos mandantes na etapa inicial, o time celeste arriscou 15 chutes no segundo tempo. Criando muitas oportunidades pelo lado direito, onde a Ponte Preta tentava impedir os ataques celestes com o zagueiro Yago improvisado na função, o Cruzeiro empilhou oportunidades e foi outra equipe nos 45 minutos finais.
Assim, o inevitável empate veio aos 28 minutos, com Thiago Neves. Judson entrou na área e chutou cruzado, mas a zaga afastou. Alisson pegou a sobra e bateu para defesa de Aranha, mas em novo rebote, Thiago Neves tocou de cabeça para as redes.
Dois minutos depois, a virada fez explodir a torcida no Mineirão. Após cobrança de escanteio de Thiago Neves, Manoel subiu sozinho no meio da área e tocou de cabeça, no canto esquerdo de Aranha.
Fonte: Gazeta Esportiva
Foto: Fornecido por Fundação Cásper Líbero
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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