Mato Grosso
Criminoso é baleado pela polícia após roubo de caminhonete
Mato Grosso
Da Redação
Um roubo de uma caminhonete no bairro Novo Terceiro, em Cuiabá, resultou em uma intensa perseguição e tiroteio pelas ruas do Cristo Rei, em Várzea Grande.
De acordo com as informações, uma caminhonete Toyota Hilux havia sido roubada por dois bandidos armados que chegaram em uma motocicleta e após anunciarem o assalto, os suspeitos roubaram o veículo.
A polícia foi acionada e partiu a caça dos suspeitos, após todas as guarnições serem avisadas, policiais do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (ROTAM) que estavam em rondas pela região do Cristo Rei, se depararam com o veículo suspeito, momento em que foi dada ordem de parada.
O criminoso não obedeceu a ordem de parada e partiu em fuga, os policiais foram em acompanhamento atrás do veículo suspeito que em alta velocidade passava por várias ruas do Cristo Rei.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), em um determinado momento o suspeito precisou diminuir a velocidade por conta do intenso trafego de veículos, foi neste momento que o criminoso teria empunhado uma arma de fogo e apontado para os policiais que revidaram e acertaram um tiro na cabeça do suspeito.
Renan Araujo Marques, 19 anos, bateu o veículo após ser alvejado. Após a batida, foram encontradas ao menos sete perfurações de arma de fogo na caminhonete.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi até o local para prestar os primeiros socorros, o suspeito foi encaminhado para o Pronto-Socorro de Várzea Grande onde foi atendido.
Dentro do veículo foi encontrado um simulacro de arma de fogo, que de acordo com as informações havia sido usado no rombo da caminhonete, além dos pertences da vítima.
A polícia agora tenta chegar até o outro suspeito que ainda não foi identificado.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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