Mato Grosso

Crimes contra instituições bancárias têm redução de 55% em oito meses

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Crimes contra instituições financeiras reduziram 55% em Mato Grosso no período de janeiro a agosto de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), que apontou que neste ano foram registradas 56 ocorrências, enquanto que o ano passado somou 126 casos. O número total de ocorrências contabiliza os dados de roubos e furtos tentados e consumados.

O levantamento por “modus operandi” registrou 73% de redução na modalidade abertura de parede. Os 99 casos nos primeiros oito meses de 2018 passaram para 27 neste ano. Na modalidade de roubo a banco, a redução foi de 83%. Neste ano, foi registrado um caso. Já em 2018, foram seis ocorrências.

Já os ataques a caixas eletrônicos somaram 25 casos em 2019, contra 17 no ano passado. O levantamento inclui todas as agências bancárias, cooperativa de créditos e empresa de transporte de valores.

Uma das frentes de atuação para o enfrentamento aos crimes a instituições bancárias é o trabalho de inteligência e investigação pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Judiciária Civil. Uma das delegadas da instituição, Juliana Chiquito Palhares, disse que a segurança pública tem atuado de forma integrada para prender os autores destes delitos.

“Somente em uma das nossas ações conseguimos prender 10 indivíduos e recuperamos parte do dinheiro subtraído da agência bancária. E isso é sinal do trabalho efetivo de todos os órgãos que compõem a segurança pública. Essa redução de ocorrências envolvendo bancos ela se deve a este trabalho contínuo de todos os atores de segurança pública, aliado ao empenho de cada profissional e o serviço de inteligência”, enfatiza.

Na área repressiva, a Polícia Militar tem intensificado as ações com bloqueios e barreiras, conforme informação do comandante-geral, coronel PM Jonildo José de Assis.

“A Polícia Militar vem tentando combater esse tipo de ação criminosa através da potencialização do policiamento ostensivo motorizado. Nós temos agora a participação do comando especializado com equipes do Bope, da Rotam, equipes da Força Tática de Cuiabá e Várzea Grande e eles estão empenhados em fortalecer esse patrulhamento tático nos horários que são mais propícios a acontecer esse tipo de ação”, ressalta.

Fazem parte das forças de segurança pública, a Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Politec, Detran, Sistema Socioeducativo e Sistema Penitenciário.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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