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CPI da Previdência convoca ex-gestores de órgãos previdenciários dos servidores do estado

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Da Assessoria

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência aprovou na tarde desta terça-feira (3), em reunião ordinária, requerimentos para convocação de ex-gestores dos órgãos Instituto de Previdência do Estado de Mato Grosso (Ipemat), Mato Grosso Previdência (MT Prev) e Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). A prorrogação do prazo da CPI por mais 180 dias também foi aprovada no encontro.

O próximo a ser ouvido pela comissão será Anélio Goduberto de Andrade, liquidante extrajudicial do Ipemat. O depoimento está marcado para o dia 17. Também foram convocados, com data de oitiva a ser marcada, o ex-presidente do MT Prev, Ronaldo Taveira, o responsável pelo controle do patrimônio do Ipemat, Jair Ribeiro Teixeira, o também liquidante do Ipemat Sebastião Rodrigues da Silva, além de Ronaldo Campos Fraga, que foi membro da comissão que fez a gestão do patrimônio do estado na Seplag.

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O presidente da CPI, deputado estadual João Batista (Pros), destaca que já foram observados muitos erros de gestão. “É necessário que venham alguns gestores do passado, o uso do recurso previdenciário no passado era um pouco difuso. Nós ainda não conseguimos encontrar algo que indique que o que foi feito com o dinheiro foi algo criminoso. A legislação daquela época era muito fraca. Era retirado muito dinheiro pra pagamento de alguns problemas de saúde”, indica o parlamentar, lembrando que o déficit atuarial previdenciário dos servidores chega a mais de 50 bilhões de reais.  

Ainda segundo João Batista, a prorrogação dos trabalhos, que inicialmente deveriam ser encerrados no próximo dia 23, foi necessária para dar continuidade às investigações e análise de documentos recebidos pela CPI.

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Reforma da previdência – O procurador da Casa Carlos Dornellas Filho lembrou que a reforma previdenciária está em discussão no Senado Federal, havendo possibilidade de inclusão de estados e municípios na proposta. “O trabalho da CPI é fundamental para enriquecer esse debate”, defende o procurador, uma vez que a comissão analisa os números do déficit da previdência em Mato Grosso.

Caso o assunto não seja resolvido no Congresso Nacional, uma proposta de reforma deve passar pela Assembleia. Segundo o deputado João Batista, um dos objetivos da CPI é garantir que o servidor não perca benefícios. “A CPI pode servir como uma âncora para que o estado não venha mais para cima do servidor, que a gente consiga pelo menos barrar um pouco do prejuízo que o [governo do] estado quer trazer”, acredita o deputado.

Ele ainda falou sobre a hipótese de aumento da alíquota da contribuição previdenciária dos servidores, que estão sem reposição da inflação (RGA). “Ainda tem de perder mais do poder de compra do salário do trabalhador do serviço público, que em sua maioria não são esses marajás que alguns fazem questão de mostrar”, reclamou João Batista.

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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