Mato Grosso
Coveiro revela que familiares brigaram para abrir caixão e ver corpo
Mato Grosso
Da Redação
Uma confusão ocorreu no último domingo (14) em pleno cemitério municipal de Santo Antônio de Leverger, na região metropolitana de Cuiabá. Cinco pessoas da mesma família se envolveram numa briga durante o enterro de um homem identificado como “Sr. Benedito”.
De acordo com o coveiro que fazia o sepultamento, a confusão começou porque alguns parentes pediram para abrir o caixão e os filhos da vítima não teriam deixado, pelo motivo que o senhor Benedito, ficou internado 50 dias no hospital e nenhum de seus irmãos foram visitar ele, e ainda queriam que abrisse o caixão para se despedir do falecido. Por isso gerou essa confusão toda.
“Os irmãos e os primos queriam ver o defunto, mas os filhos não deixaram. O caixão veio lacrado com fita. Na hora em que eu estava colocando na gaveta, o cara de camisa vermelha listrada foi abrir e a ‘gordinha’ foi para cima dele, e o bicho pegou e eu continuei”, disse o coveiro.
Ele ainda comentou que a confusão virou “caso de polícia”. “Uma das mulheres queria que abrisse a gaveta, e eu falei que não. A gaveta está fechada e para abrir só com uma decisão do juiz”, completou. A Polícia Militar foi acionada e esteve no local. Segundo a PM, a esposa, dois filhos, o genro, e o irmão do falecido estavam envolvidos na confusão.
O genro do “Sr. Benedito” revelou ainda que seu celular “desapareceu” durante a briga. O caso é analisado na delegacia da Mulher.
Um vídeo que vem circulando nas redes sociais registrou o momento da briga.
Mato Grosso
Obras em área de preservação são investigadas pelo MPMT
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou inquérito civil para apurar obras e intervenções realizadas pelo Município de Colíder em uma Área de Preservação Permanente (APP) às margens do Rio Jaracatiá, na Avenida do Colonizador Roque Guedes, região central da cidade. A investigação é conduzida pela promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari, titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Colíder.A medida foi adotada após a constatação de intervenções na APP durante vistoria realizada pelo Ministério Público nesta quinta-feira (20). Conforme o relatório elaborado pela Promotoria, foram identificados serviços de remoção de vegetação, movimentação de terra com o uso de escavadeira hidráulica, exposição do solo e colocação de pedras nas margens do curso d’água. Na portaria de instauração, a Promotoria de Justiça destaca que as faixas marginais de cursos d’água são protegidas pela legislação ambiental como Áreas de Preservação Permanente e que qualquer intervenção nesses locais depende da observância das hipóteses legais, além da obtenção de licenciamento ambiental, autorização do órgão competente e, quando necessário, outorga de recursos hídricos. A realização de intervenções em APP sem as devidas autorizações pode caracterizar infrações previstas na Lei de Crimes Ambientais.Como primeiras providências da investigação, a promotora requisitou ao Município o envio, no prazo de 10 dias úteis, de documentos relacionados ao possível licenciamento ambiental, autorizações para intervenção em APP, atos de outorga ou dispensa de outorga, além dos projetos executivos das obras e respectivas Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs). A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também deverá apresentar cópias dos procedimentos administrativos de licenciamento e das eventuais autorizações emitidas, bem como o parecer técnico que possa ter fundamentado a liberação da intervenção. Já a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) foi oficiada para informar a existência de processos administrativos relacionados às obras e realizar fiscalização no local, com o encaminhamento posterior de relatório à Promotoria de Justiça. Além disso, a promotora solicitou apoio técnico especializado ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias (CAEx Ambiental) para análise da área por imagens de satélite. O objetivo é identificar as condições da cobertura vegetal antes da intervenção, delimitar a extensão da APP, mensurar a área afetada, avaliar os danos ambientais já causados e os riscos decorrentes das obras, especialmente em períodos chuvosos, bem como estimar a valoração econômica dos eventuais prejuízos ambientais.O relatório de vistoria produzido pelo Ministério Público aponta intervenção direta em ambas as margens do Rio Jaracatiá, abrangendo trechos da Área de Preservação Permanente.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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