Mato Grosso
Corpo de usuário de droga é encontrado carbonizado em Vila Rica MT
Mato Grosso
Da Redação
Polícia Civil de Vila Rica (1.259 km ao Noroeste de Cuiabá), está investigando a morte de Moisés Roberto da Costa Filho, de 29 anos, encontrado morto carbonizado na noite desta quarta-feira (21), dentro de uma casa em construção na Estrada Boiadeiro, a vítima estava desaparecida desde a madrugada de segunda-feira (19).
De acordo com as informações, investigadores foram acionados por volta das 22h, quando foi localizado um corpo dentro da casa, que estava carbonizado e impossibilitado de ser identificado, já que a vítima estava sem nenhuma documentação.
A polícia isolou o local do crime para os trabalhos da perícia, e foi informada de que um rapaz estava desaparecido desde o começo da semana. A irmã de Moisés informou os policiais que na terça-feira (20) fez buscas nos locais que ele costuma a frequentar.
Ele é usuário de drogas, e já esteve preso por delitos no estado de Goiás, os investigadores levaram a mulher até o corpo encontrado, e ela acabou identificando o irmão por meio de algumas tatuagens que ainda eram visíveis.
Segundo ela, durante a sua busca, foi informada de que ele se envolveu em uma briga com outros homens, e que acabou sendo ‘eliminado’ por eles.
Testemunhas apontaram o nome de dois suspeitos, de terem cometido o crime contra Moisés. Os investigadores já estão com a identidade dos homens e devem sair em diligenciais nos próximos dias.
Mato Grosso
Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Fonte: Política
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