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Copa América: seleções chegam dia 11 em Cuiabá

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Devido a Covid-19, protocolo da Conmebol evita contato das delegações com público e imprensa. Já foi montado forte esquema de segurança pública e privada

Da Redação

Para garantir o esquema de segurança da Copa América, mais uma reunião entre as forças de segurança estaduais e federais com a Conmebol foi realizada nesta quinta-feira (10.06) para deliberar sobre o fechamento do entorno da Arena Pantanal e dos locais de treino das seleções da Colômbia e Equador, ruas de acesso do estádio e os de treinamento, escolta do aeroporto, hotéis e nos gramados.

Devido a Covid-19, não haverá acesso do público aos jogadores. Da saída das aeronaves com as delegações que chegam na noite de sexta-feira (11) no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até os dois hotéis em Cuiabá que vão hospedar as delegações, não haverá contato com público. Eles já vêm todos testados de seus países de origem e realizam novo teste antes dos jogos.

Responsável pela escolta das delegações e da arbitragem, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçou as quatro cidades que vão sediar o evento: Cuiabá, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia. Uma ambulância do Samu também vai integrar a escolta para algum caso de imprevisto. A Polícia Militar e a forças de segurança dos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

No sábado (12), as seleções da Colômbia e Equador devem fazer treino de uma hora em Várzea Grande e em Cuiabá e eles serão fechados para imprensa. Dentro dos locais, apenas os jogadores, equipe técnica, segurança privada e representantes da Conmebol.

Já do lado de fora dos locais de treino, a Guarda Municipal fechará algumas vias de acesso em Várzea Grande, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) deve fazer o mesmo em Cuiabá. A PRF responsável pela escolta e a Polícia Militar estarão do lado externo. Nenhum tipo de aglomeração de pessoas será permitido.

Todos os policiais envolvidos no esquema de segurança estão vacinados contra a Covid-19 ou tiveram que passar por testes para ver se estão ou não com vírus ativo. Todas as pessoas que acessarem o estádio também terão que ter se submetido a testes do tipo PCR, sejam jornalistas, quanto as delegações e os policiais.

Os seguranças privados, organizadores e todos que trabalham dentro da Arena Pantanal na organização da Copa América terão que passar por testes de Covid-19 a cada 48 horas, tendo jogo ou não, até o fim dos jogos em Cuiabá.  

Também foi definida a quantidade de policiais militares e bombeiros que vão atuar dentro da Arena Pantanal. Do lado externo, a Secretaria de Estado de Segurança Pública vai montar todo aparato de segurança para garantir que não haverá aglomerações.

A Polícia Militar vai reforçar o policiamento de bares e restaurantes para evitar aglomerações nos dias de jogos.

Estiveram na reunião comandada pelo secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Victor Fortes, representantes da Conmebol, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Judiciária Civil, Polícia Rodoviária Federal, Samu, Guarda Municipal de Várzea Grande, Secretaria Municipal de Defesa Social de Várzea Grande e a Semob de Cuiabá.  

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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