Economia
Contratos de aquisição de equipamentos, entre outros estão disponíveis em novo painel
Economia
Da Redação
Colocado no ar no Portal da Transparência há cerca de uma semana, o painel “Covid-19″ é uma ferramenta eficaz para o cidadão que deseja acompanhar de perto a aplicação dos recursos direcionados ao enfrentamento da pandemia no novo coronavírus. Por meio desse recurso disponibilizado pela Prefeitura de Cuiabá, a população pode, de forma simples, ter acesso a todos os contratos emergenciais já firmados pelo Município.
A estrutura eletrônica foi desenvolvida pela Controladoria Geral do Município (CGM), com o objetivo facilitar o acesso e fortalecer as atividades de controle interno, externo e social. Neste momento, 12 contratos já estão disponíveis para a consulta. Ao mesmo tempo, os órgãos municipais trabalham para continuar garantindo a publicação de todos os documentos, dentro do prazo legal estabelecido pela legislação.
No painel, é possível conferir, por exemplo, os contratos de aquisição dos materiais hospitalares para a montagem de leitos de retaguarda, como camas com elevação, aparelho de ventilação (CPAP e BIPAP), bomba de infusão, bem como de insumos hospitalares necessários. Também está acessível os acordo firmados para compra de itens para atendimento dos albergues, que atendem a população em situação de rua, entre outros.
“Sempre cumprimos com a obrigatoriedade de publicação desses contratos. Entretanto, eles estavam juntos com os outros que são assinados, mas não estão relacionados à Covid-19. Agora, estão separados e de acesso fácil em uma aba exclusiva. Temos um compromisso com a transparência e em garantir à população o direito de exercer o seu papel de fiscalizador dos recursos públicos, argumenta o prefeito Emanuel Pinheiro.
Além dos contratos de gastos emergenciais, o painel oferta ainda informações administrativas referentes como decretos, decretos, legislação específica e informes epidemiológicos. Para conferir a estrutura basta clicar no link http://transparencia.cuiaba.mt.gov.br/portaltransparencia/transparencia/#/home e acessar pelo ícone “Covid-19”. A medida cumpre com a Lei Federal n° 12.527, que garante o acesso à informações produzidas pelas entidades públicas de todas as esferas.
Além disso, na última semana, o chefe do Executivo assinou a portaria nº 01/2020, criando um grupo de trabalho voltado, exclusivamente, para a fiscalização e acompanhamento dos processos de compras no período de combate à pandemia. A comissão é formada por três servidores municipais e presidido pelo controlador-geral do Município, Carlos Roberto da Costa.
Foto: Luiz Alves/Prefeitura CBA
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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