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Conselho do Invest MT é indicado por entidades; veja nomes

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Os membros do Conselho Deliberativo da Agência Mato-Grossense de Promoção de Investimentos e Competitividade (Invest MT) foram indicados durante a 1ª Reunião Ordinária do Invest MT, na tarde desta quinta-feira (6), na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec). Os nomes indicados serão avaliados e nomeados pelo governador Mauro Mendes.

A agência tem como objetivo atrair investimentos para Mato Grosso e realizar a sua promoção comercial internacionalmente.

O Conselho Deliberativo será composto por membros titulares e suplentes da Vice-Governadoria, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), da MT Participações Projetos S/A (MT Par), do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio) e da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). O Governo é minoria no conselho, cumprindo o papel da agência de ser um serviço social autônomo.

O vice-governador, Otaviano Pivetta, aponta que a agência de fomento convoca os verdadeiros atores do desenvolvimento estadual para assumir a tarefa de promover o Estado.

“O Invest MT é uma iniciativa inteligente, e muito mais do que isso, é uma iniciativa que chama os verdadeiros atores do desenvolvimento de Mato Grosso para assumir uma tarefa importante: a de mostrar quem somos, o que fazemos, como fazemos e aonde queremos chegar. A nossa gestão, do Mauro e minha, tem promovido inovações que nos enchem de esperança de que o setor público pode, sim, cumprir a função de fazer o bem para a sociedade”, afirmou o vice-governador.

Indicados ao Conselho e atores do projeto Invest MT

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do conselho do Invest MT, César Miranda, este é um sonho de seis anos como secretário saindo do papel.

“Esta é uma iniciativa que apresentamos ao governador Mauro Mendes há alguns anos, o qual apoiou prontamente, assim como o vice-governador. Hoje nomeamos o conselho deliberativo para que o Invest MT possa, a partir daí, escolher o seu presidente e dar seus primeiros passos. É um sonho da minha gestão como secretário saindo do papel e tornando-se realidade, tornando-se uma ferramenta estratégica para a promoção do nosso Estado. Algo construído em equipe, na secretaria, no governo e com apoio das federações”, contou o secretário.

O presidente da Fecomércio, Wenceslau Júnior, destaca que o que ocorre em Mato Grosso é inédito.

“Estávamos em missão na China quando tive conhecimento do projeto pelo secretário César. Achei ambicioso e brilhante. Em Mato Grosso aconteceu algo inédito, que é a parceria das três federações, as três trabalhando juntas, e, com isso, temos muito a crescer”, disse.

Veja indicados ao conselho:
Sedec
Titular – presidente do conselho e secretário – César Alberto Miranda Lima dos Santos Costa
Suplente – secretário adjunto – Anderson Martinis Lombardi

Vice-governadoria
Titular – vice-governador Otaviano Pivetta
Suplente – vago

MT Par
Titular – presidente – Wener Klesley dos Santos
Suplente – chefe de gabinete da presidência – Alexandre Varnei Rodrigues

Imac
Titular
– presidente – Caio Penido Dalla Vecchia
Suplente – diretora executiva – Paula Ferreira Neves Sodré Queiroz

Fiemt
Titular
– presidente – Silvio Cezar Pereira Rangel
Suplente – superintendente da Fiemt e IEL – Fernanda Aparecida Campos Silva

Famato
Titular
– presidente – Vilmondes Sebastião Tomain
Suplente – Superintendente do Imea – Cleiton Jair Gauer

Fecomércio
Titular
– presidente – José Wenceslau de Souza
Suplente – vice-presidente – Marco Sérgio Pessoa

Fonte: Governo MT – MT



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Diálogos Acadêmicos: Violência nas escolas demanda fortalecimento de ações preventivas

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Mulher de cabelos escuros e blazer claro sorri ao falar num microfone em púlpito acrílico. Ao fundo, parede branca e um banner verde com a imagem da deusa da justiça e o logotipo ESMAGIS-MT.A violência no ambiente escolar, frequentemente tratada como uma questão disciplinar, revela-se um problema estrutural, complexo e ainda sem respostas institucionais consolidadas. Esse foi um dos principais pontos evidenciados durante o evento “Diálogos Acadêmicos”, realizado na noite de quinta-feira (18), em Rondonópolis, que reuniu autoridades do Poder Judiciário, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e da sociedade civil para discutir o tema sob uma perspectiva multidisciplinar.

A juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, diretora do Foro local e titular da 5ª Vara Criminal de Rondonópolis, destacou que a escola funciona como um verdadeiro “radar social”, refletindo as tensões e desigualdades presentes na sociedade. Segundo ela, o ambiente escolar concentra diferentes formas de violência, que vão desde práticas recorrentes de bullying e cyberbullying até situações mais graves, envolvendo agressões físicas e psicológicas. “A escola é um espaço onde essas violências aparecem de forma muito clara, mas também onde temos a oportunidade de agir”, afirmou.

Para a magistrada, um dos maiores desafios atualmente é a falta de preparo institucional para lidar com essas situações. Ela relatou um episódio recente que evidencia essa lacuna. Uma ameaça escrita dentro de uma escola mobilizou familiares e direção, mas não houve clareza sobre como proceder. “Não existe um fluxo definido para lidar com esse tipo de situação. Nem a escola, nem a família, nem as autoridades sabiam exatamente o que fazer”, relatou.

A juíza ressaltou que esse cenário demonstra o quanto o tema ainda é tratado de forma insuficiente, apesar de seu impacto na formação dos indivíduos. “A infância é um terreno em que pisamos por toda a vida. O que acontece nesse período pode definir trajetórias”, destacou Aline. Segundo ela, durante muitos anos a violência escolar foi subestimada, sendo vista como um problema menor ou restrito à disciplina, quando, na verdade, envolve a violação de direitos fundamentais.

Homem de perfil, com barba e cabelo escuros, veste terno preto, camisa branca e gravata escura. Ele segura um microfone preto próximo à boca e fala, tendo uma cortina azul-escura ao fundo.Os dados apresentados pelo curso de Direito da UFR durante o evento reforçam essa percepção. A pesquisa realizada com estudantes revelou não apenas a alta incidência de violência, mas também um fator agravante: a falta de confiança nos canais de denúncia disponíveis. De acordo com o professor Anderson Nogueira Oliveira, muitos alunos não se sentem seguros para relatar situações a pais, professores ou diretores. “Isso não acontece por falta de vontade dos profissionais, mas porque muitas vezes eles não têm formação específica para lidar com essas situações”, explicou.

Essa ausência de confiança contribui para a reduzida notificação dos casos e dificulta a intervenção de maneira precoce. Assim, iniciativas como a criação de canais alternativos de denúncia surgem como ferramentas importantes para ampliar o acesso à proteção.

Retrato em plano médio de uma jovem sorridente, olhando para a direita. Ela usa óculos de grau finos, brincos brilhantes discretos e roupa preta. Tem cabelos longos, lisos e castanho-claros.A universitária Sophia Baptistella, que participou diretamente das atividades nas escolas da cidade, trouxe um olhar prático sobre a realidade vivenciada pelos alunos. Segundo ela, mesmo na presença de adultos, já era possível identificar comportamentos problemáticos. “Muito deboche, discriminação, principalmente por gênero e identidade. Foi muito triste o que vimos”, afirmou. Para ela, esses comportamentos demonstram que a violência não se limita a episódios extremos, mas se manifesta de forma cotidiana.

A introdução de noções de Direito nas escolas, iniciada após a articulação entre a Comarca de Rondonópolis e a UFR, é vista como uma estratégia importante para que os estudantes compreendam seus direitos e saibam identificar situações de violação. Além disso, a integração entre universidade, Judiciário e sociedade civil é fundamental para criar protocolos, fluxos de atendimento e soluções práticas.

Homem grisalho e com barba, vestindo paletó azul e camisa listrada clara, concede entrevista com expressão séria. Um microfone preto aparece no canto inferior direito e o fundo está desfocado.“É importante que todos os segmentos estejam conscientes do seu papel como ser humano e também na sociedade. E daí tragam ideias para que se transformem em ação, a fim de que possamos mitigar esses problemas que estão à nossa vista, portanto, no nosso viver do dia a dia. Às vezes ficamos preocupados, esperando o Estado trazer soluções. Quem tem que solucionar é a sociedade. É um exercício da cidadania e, consequentemente, também da democracia”, ressaltou o desembargador Márcio Vidal, que participou do evento.

Leia matéria já publicada sobre o assunto:

Judiciário e UFR promovem diálogos acadêmicos e apresentam iniciativas contra violência escolar

https://esmagis.tjmt.jus.br/noticias/6a3559e1d1cfaa001c2e9674

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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