Mato Grosso

Condenado por corrupção “Zé Rosa” tenta calar imprensa

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação.

Felipe de Santa Cruz Oliveira Scaletsky, atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Leonardo Pio da Silva Campos, presidente da OAB em Mato Grosso, devem estar perplexos com tantas denúncias, investigações e processos, envolvendo um ainda membro da OAB, o advogado José Antônio Rosa.

O nome do advogado José Antônio Rosa é bem conhecido nas páginas de política da imprensa, mas ficou ainda mais famoso, quando mudou de editoria, passando para as páginas polícias, para quem não se lembra, a figura de Rosa foi intensificada na gestão do então prefeito de Cuiabá, Wilson Pereira dos Santos, quando seriam destinados recursos para o saneamento da capital, na ordem R$ 238 milhões.

“Corrupção de determinados homens podem manchar uma instituição”.

Com a proposta de atender Cuiabá em 70% do tratamento do esgoto, sem falar a universalização no fornecimento da água potável, constantemente nas torneiras, os mais de R$ 238 milhões, podem até ter passado pelos cofres da Prefeitura de Cuiabá, mas não foram aplicados, prova disso, que a empresa Sanecap foi vendida e os problemas não foram resolvidos.

Foto: ALMT

“O povo sofre com o desvio de condutas de agentes públicos corruptos”.

De acordo com informações de bastidos, se o povo de Cuiabá passa por problemas de saneamento e fornecimento de água potável, existem dois culpados, o advogado José Antônio Rosa e o atual deputado estadual Wilson Pereira dos Santos.

Para quem tem alguma dúvida sobre os problemas do saneamento no estado, basta passar pelas pontes que ligam as duas cidades, Cuiabá e Várzea Grande, para se deparar com o esgoto sendo jogado bruto, 24h por dia no Rio Cuiabá.

No ranking da Universalização do Saneamento em 2019, Cuiabá aparece entre as cinco piores capitais do país.

Isso mostra, o tamanho do estrago que essa dupla, José Antônio Rosa e Wilson Pereira dos Santos já causaram para a sociedade cuiabana, como também Mato-grossense, já que todo esse esgoto jogado no Rio Cuiabá, passa por cidade como Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço, poluindo o Pantanal, um dos maiores ecossistemas do Mundo.

Conforme crescem as denúncias das supostas irregularidades envolvendo o nome do advogado José Antônio Rosa, o “Zé Rosa” atua em aventuras jurídicas para tentar impedir a divulgação de suas condenações e processos por desvios milionários, quando ele foi procurador da Prefeitura de Cuiabá.

“Liberdade de imprensa, de expressão”.

Os ataques violentos contra a imprensa, particularmente contra os sites de notícias www.pagina12.com.br e o www.omatogrosso.com ocorrem neste contexto.

De acordo com informações dos jornalistas, é uma tentativa desesperada de intimidar a imprensa livre e tentar “calar” e “acuar” os veículos e os jornalistas, Pedro Ribeiro e Laerte Lannes, para deixarem de noticiar os fatos, envolvendo sua história nada republicana.

Condenações feita em desfavor de “Zé Rosa”.

1 – Na primeira ele e sua turma foram condenados a ressarcir aos cofres da Prefeitura de Cuiabá o valor de R$ 3.630.455,66(três milhões, seiscentos e trinta mil reais, quatrocentos e cinquenta e cinco reais e sessenta e seis centavos), atualizadas monetariamente e acrescidas de juros de mora das respectivas datas até a data do pagamento em 2019, além de multas individualizadas para cada um dos envolvidos na fraude. A organização ainda não devolveu dinheiro aos cofres do município de Cuiabá.

2 – O advogado também foi condenado a pagar R$ 500 mil reais atualizadas monetariamente. Ele também fez ouvidos “mouchos” e não pagou a condenação para o município, feita pelo TCU.

3 – Duas condenações refere-se às falcatruas, envolvendo fraudes em processos licitatórios de recursos Federais, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no valor de R$ 219,5 milhões.

4 – Segundo relatório da PF e da AGU (Advocacia Geral da União), houve um superfaturamento no PAC cuiabano de mais de R$ 55 milhões. O advogado e o grupo criminoso chegou a ser preso pela Polícia Federal, na Operação de Pacenas (Sanecap ao contrário).

5 – Zé Rosa foi processado ainda pelo Ministério Público de Mato Grosso, através de uma Ação Civil Pública e Ação Popular, por direcionar licitação no valor de R$ 30,6 milhões para construção do Contorno Norte/Sul na BR-364, quando ele também era procurador do município de Cuiabá.

6 – Zé Rosa também foi processado pelo Ministério Público Estadual, por ter feito um contrato superfaturado de R$ 289 mil, com a contratação da empresa Famma Buffet e Eventos LTDA-EPP para realização de Buffet, na época que ele era procurador do município.

Atuações de “Araponga” com os seus próprios clientes, são também relatadas nos bastidores, como uma das particularidades do advogado “Zé Rosa”, que hoje é considerado por muitos profissionais do direito, como “Persona non grata”. 

Realmente as divulgações de algumas denúncias incomodaram o advogado, que tenta dar um “cala a boca” nos jornalistas que mostraram a sua outra “face”.

Foto: Ednilson Aguiar/MidiaNews

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
1 comentário

1 comentário

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA