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Comércio começa a ser reaberto com datas e horários alternativos; veja como fica cada segmento

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Da Redação.

O plano estratégico de retomada gradativa das atividades econômicas na Capital, elaborado pela Prefeitura de Cuiabá e entidades representativas do setor, começa a ser colocado em prática a partir desta segunda-feira (27). Para garantir que as medidas de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) continuem, rigorosamente, sendo cumpridas, foi montado um planejamento com datas e horários específicos para cada segmento.

Nesta primeira etapa, por exemplo, o decreto nº 7.886, assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro, estabelece o retorno apenas do comércio varejista e atacadista. Segundo o documento, os integrantes dessas áreas têm permissão para abrir no período das 10h às 16h. Para o setor de gêneros alimentícios, o horário determinado é de 6h30 às 21h, com exceção de padarias, que continuam com funcionamento das 6h às 19h. 

Além disso, nas lojas de conveniência localizadas em postos de combustível e nas distribuidoras de bebidas, o atendimento deve ser feito de segunda a sexta-feira, das 08h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 08h às 13h. “Essa flexibilização não significa um afrouxamento do combate à Covid-19. Muito pelo contrário, vamos fortalecer a fiscalização e fazer tudo que for necessário para cuidar da saúde da população”, afirma o prefeito. 

A segunda fase do plano estratégico inicia no dia 04 de maio, com a retomada das atividades de prestação de serviço, no horário das 8h às 14h. Fazem parte desse grupo estabelecimentos como salões de beleza, empresas de estética, clínicas, chaveiros, limpeza, escritório de contabilidade e advogacia, entre outros. Posteriormente, no dia 11 de maio, é a vez do segmento industrial voltar a operar, durante três dias da semana, das 6h às 16h. 

Os shoppings centers, restaurantes, bares, lanchonetes e congêneres, academias, clubes e similares têm previsão de retorno, a partir do mês de maio, mediante a autorização de um novo decreto com normas próprias para o setor. Igualmente, as atividade de ambulante e congênere, a abertura ou realização de feiras livres e exposições em geral, entre outras que ocasionem aglomeração de pessoas, continuam proibidas.

FLEXIBILIZAÇÃO

A retomada gradativa das atividades econômicas é resultado da política de enfrentamento à pandemia aderida pelo Município. A aplicação das medidas protetivas colocou a capital mato-grossense no grupo de cidades com números de casos confirmados e óbitos por conta do novo coronavírus abaixo da incidência nacional. Dessa forma, Cuiabá se tornou apta para a plicação do plano estratégico de reabertura do comércio.

“Estamos fazendo o nosso dever de casa e colhendo os resultados positivos de um esforço em conjunto. Observando esse cenário levemente favorável, pois ainda estamos em meio a uma dura luta, criamos um grupo técnico, com a responsabilidade de elaborar esse plano. É uma medida que estava prevista no art. 38 do decreto nº 7.868 e visa alinha o desenvolvimento das atividades econômicas com as ações de prevenção ao contágio”, pontua Pinheiro. 

 

Foto: Divulgação.

 

 

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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