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COMBATE À COVID-19: Encontro reúne três Poderes da República contra a doença

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Segundo o Presidente Jair Bolsonaro, um comitê se reunirá toda semana para decidir ou redirecionar o rumo do combate ao coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro reuniu, na manhã desta quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, os líderes do Legislativo, do Judiciário, ministros e governadores para tratar de medidas conjuntas de combate à Covid-19 no país. Após o encontro, o Presidente anunciou a criação de um comitê para tratar de medidas de combate à doença. Bolsonaro ainda defendeu esforços para a vacinação em massa da população.

“Fizemos uma reunião com todos os líderes da República, uma reunião bastante proveitosa. Mais do que harmonia, imperou a solidariedade e a intenção de minimizarmos os efeitos da crise. A vida em primeiro lugar”, afirmou o presidente Bolsonaro.

“Resolvemos, entre outras coisas, que será criada uma coordenação junto aos governadores com o senhor presidente do Senado Federal. Da nossa parte, um comitê que se reunirá toda semana com autoridades para decidirmos ou redirecionarmos o rumo do combate ao coronavírus. Há unanimidade, a intenção de nós, cada vez mais, nos dedicarmos à vacinação em massa no Brasil”, ressaltou.

O Presidente Jair Bolsonaro destacou que o Governo une esforços para que a população tenha o atendimento adequado. “É uma doença, como todos sabem, ainda desconhecida. Uma nova cepa ou um novo vírus apareceu e nós, obviamente, cada vez mais nos preocupamos em dar atendimento adequado às pessoas.”

E completou: “Não temos ainda o remédio, mas a nossa união, o nosso esforço entre os três Poderes da República ao nos direcionarmos para aquilo que realmente interessa, sem que haja qualquer conflito, qualquer politização da solução do problema, creio que esse seja realmente o caminho para o Brasil sair dessa situação bastante complicada em que se encontra”.

Participaram da reunião os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco; da Câmara, Arthur Lira; do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux; e o Procurador-geral da República, Augusto Aras, além de ministro e governadores.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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