Mato Grosso

Com iluminação em LED, viaduto vai duplicar capacidade de tráfego na região

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Trata-se da segunda obra deste tipo construída exclusivamente com recursos da Prefeitura de Cuiabá

Da Redação

O viaduto Murilo Domingos, Localizado na Avenida Manoel José de Arruda (Av. Beira Rio), que será entregue às 18h30 de hoje (10), é a segunda obra deste tipo construída exclusivamente com recursos da Prefeitura de Cuiabá. O empreendimento recebeu um investimento aproximado de R$ 18 milhões. A obra possui 400 metros de extensão, sendo 200 de uma ponta a outra da estrutura e mais 200 metros de muro em escama de concreto, somando os dois lados. Além disso, são 64 longarinas (vigas), de 24,7 metros, e mais sete pórticos com dois pilares de sustentação em cada um deles. 

“Trata-se de um marco para a mobilidade urbana já que a  cidade vem crescendo exponencialmente. Já entregamos no final do ano passado, o viaduto Jucá do Guaraná  e agora, a capital, receberá mais essa estrutura que irá beneficiar cerca de dez mil pessoas diariamente”, explica o prefeito Emanuel Pinheiro. Ele cita ainda que a construção do viaduto foi coordenada pela Secretaria de Obras Públicas do município, que contou com a parceria da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) nas ações voltadas para o trânsito durante a execução dos trabalhos.

A iluminação da estrutura é feita por lâmpadas do tipo LED que, além de mais econômicas, também são responsáveis por dar maior claridade aos locais em que são utilizadas. No total, a parte superior do elevado conta com 34 postes instalados e a outras 32 luminárias na inferior.

Os estudos de viabilidade realizados para a implantação do viaduto apontaram que o fluxo de veículos tem sido cada vez mais crescente na região, o que resulta em quilômetros de congestionamentos com a espera de mais de 30 minutos, durante o horário de pico.

De acordo com a sondagem, a execução da intervenção pontual na Beira Rio deve duplicar a capacidade do cruzamento, atendendo de forma direta dez mil pessoas por hora/pico e, indiretamente, 145 mil habitantes do entorno.

PAISAGISMO

Além de melhorar a mobilidade urbana em uma das regiões mais movimentadas de Cuiabá, o Viaduto Murilo Domingos, também contribui para o embelezamento da cidade. Isso porque, além das etapas ligadas à área estrutural, a construção do elevado englobou também a execução de um projeto de paisagismo.

O trabalho contou com plantio de grama, palmeiras e outras espécies de plantas ornamentais, que ajudam a deixar o visual do viaduto ainda mais contemplativo.

Também foi realizada a pintura dos pilares de sustentação com elementos símbolos da nossa Capital. Participaram desse projeto os seguintes artistas plásticos regionais: Fred Fogaça, participam desse trabalho os artistas Régis Gomes, Benedito Silva, Zilda Barradas, Babu 78, Vitório “Nico” e Sérgio Venny.

HOMENAGEM

O viaduto é batizado de Murilo Domingo em homenagem ao ex-prefeito de Várzea Grande e ex-deputado federal por Mato Grosso, falecido aos 78 anos.

Advogado, político e empresário, Murilo Domingos nasceu em 1941, na cidade de Jardinópolis- SP, mudou-se para Mato Grosso em 1986 e construiu sua carreira política e empresarial na cidade industrial. Foi deputado federal (suplente e assumiu a vaga de Augustinho Freitas em 1996 e foi reeleito em 1998). Foi prefeito de Várzea Grande em 2004 e reeleito posteriormente. 

Murilo Domingos era casado com Teresinha de Jesus Carvalho Domingos, com quem teve três filhos -Murilo Elias, Rafael Domingos e Carolina.

Ele foi fundador do mercado atacadista Casa Domingos, em Várzea Grande. Murilo sempre representou o setor do comércio e lutou em busca por melhorias no setor, inclusive, chegou a ocupar a direção da Associação Comercial de Cuiabá. 

Murilo foi uma das primeiras lideranças políticas a levantar discussões e a promover ações concretas de preservação do Rio Cuiabá, como a soltura de mais de 5 milhões de filhotes de peixes. Faleceu dia 2 de abril de 2019-  de traumatismo craniano e hemorragia cerebral – após ter sofrido um acidente em sua residência.

EMPREGOS

Projetado para melhorar a mobilidade urbana de uma das regiões com maior fluxo da cidade, o viaduto Murilo Domingos também foi responsável por trazer para a Capital um importante benefício socioeconômico. Um levantamento feito pela Secretaria Municipal de Obras Públicas aponta que a obra movimentou cerca de mil vagas de emprego durante sua construção. 

O levantamento engloba todas as atividades que, de forma direta ou indireta, tiveram participação na edificação da estrutura. Dessa forma, além dos operários da empresa contratada para executar a obra, o número soma ainda os fornecedores e transporte de materiais, fornecedores de alimentação, colaboradores das concessionárias de água e energia elétrica, servidores das secretarias municipais, entre outros setores envolvidos em diferentes etapas da obra.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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