Mato Grosso
Coincidência: Distribuidoras e Postos elevam valores dos combustíveis mediante o Decreto de redução do Governo Federal
Mato Grosso
Da Redação
Com constantes aumentos que em menos de um mês, já atingiu cerca de R$ 1.00 por litro, sendo considerado abusivo pela maioria dos consumidores, o combustível Etanol, derivado da cana de açúcar e do milho, ultrapassou a marca dos R$ 4.00 nas bombas da região da “Baixada Cuiabana”.
A dúvida criada na cabeça dos consumidores, vem da grande produção das matérias primas, como a cana de açúcar e o milho, que processados são transformados no combustível Etanol.

Foto: Reportagem
“2021 é marcado com seis (6) aumentos em menos de 90 dias”
Com grandes fazendas batendo recorde de produção de cana de açúcar e milho, e com as instalações de várias indústrias produtoras do combustível, não justifica os aumentos constantes que só prejudicam os consumidores, consequentemente, o setor produtivo na região.
“Com abundancia da produção, o combustível etanol no Estado de Mato Grosso é considerado um dos mais caros do Brasil”.
No caso do etanol em Mato Grosso, “a regra da oferta e procura”, é praticamente anulada, já que as distribuidoras estão seguindo diretrizes exteriores, consequentemente, os Postos de Combustíveis seguem o mesmo formato, praticando as sequencias de aumentos, gerando lucros para alguns e prejuízos para a maioria.
Revoltados com os constantes aumentos, os consumidores já buscam providência dos órgãos responsáveis, que vai desde o Procon-MT, Ministério Publico, Delegacia Fazendária, Câmara Municipal e Assembleia Legislativa.
“Manifestações com carreatas cobrando providência não está descartada”.
Por outro, os aumentos constantes dos combustíveis, demonstram uma clareza de manobra política e administrada, já na última semana, o presidente da República, Jair Bolsonaro anunciou a redução dos impostos federais, para atender demanda do consumidor.
“Os valores dos combustíveis produzidos no Brasil são mais baratos em outros países, o que não justifica os preços praticados em território nacional”.
Com o Governo Federal fazendo a parte dele, de reduzir o valor dos impostos, é esperado que os governadores e prefeito, também reduzam as suas alíquotas, como também as margens de lucro das refinarias e postos de combustíveis.
“Os aumentos constantes mostram que parte do setor só visa lucro, independente das ações governamentais, o que requer uma fiscalização mais atuante, com punições aos infratores mais rígidas”.
Governo Federal:
Redução de tributos sobre gás de cozinha e combustíveis
Foram publicados nesta segunda-feira, dia 01 de março de 2021, em edição extra do Diário Oficial da União, o Decreto nº 10.638, de 2021, e a Medida Provisória nº 1.034, de 2021 que tratam da redução de tributos federais sobre o gás de cozinha e combustíveis e correspondente compensação orçamentária.
A coincidência da publicação do Decreto do Governo Federal, para redução dos tributos, com a sequência de aumentos dos combustíveis, levantou muitas suspeitas e questionamentos, que tantos os empresários, como os órgãos fiscalizadores a as instituições que representam o povo, terão que explicar a incompatibilidades dos objetivos, que claramente demonstraram uma inversão de valores.
A equipe de reportagem do www.omatogrosso.com tentou falar com alguns representantes dos setores, mas até o fechamento da matéria não foram localizados.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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