Mato Grosso

Ciopaer localiza 37 veículos roubados em Cuiabá e Várzea Grande

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Mato Grosso

Da Redação

 

O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) localizou 37 veículos em Cuiabá e Várzea Grande durante patrulhamento aéreo e operações integradas, realizadas com outras instituições das forças da Segurança Pública. 

O número é referente ao período de 1º de janeiro até esta segunda-feira (15.05). Na última semana, por exemplo, uma ação conjunta entre o Ciopaer e a Delegacia Especializada de Roubo e Furto de Veículo Automotor (DERRFVA), da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), recuperou um veículo roubado que tinha como destino o Paraguai.

O carro Hyundai HB-20 foi roubado no dia 04 de maio, na residência de uma jornalista e localizado seis dias depois, no bairro Pedra 90, em Cuiabá. Um casal que guardava o automóvel foi preso na ação.

O delegado titular da Delegacia Especializada de Roubo e Furto de Veículo Automotor (DERRFVA), Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, disse que a visão privilegiada do helicóptero e o trabalho de inteligência estão permitindo bons resultados nas ações.

“Hoje, os criminosos estão roubando os veículos e alugando casas com muros e portões fechados, para dificultar as ações policiais. O trabalho com o Ciopaer tem apresentado resultados positivos, em razão da visão privilegiada dos profissionais, por meio da aeronave”, disse.

A Polícia Militar é outra instituição que conta com o apoio das aeronaves do Ciopaer nos trabalhos de localização de veículos. O subchefe de Estado Maior da Polícia Militar, coronel PM Heverton Mourett, disse que a cooperação entre as instituições é essencial.

“Quando recebemos a notícia que aconteceu um roubo ou furto de veículo, acionamos o Ciopaer para nos ajudar a localizar, pois o apoio aéreo amplia o campo de visão policial nas buscas”.

Neste ano, o grupamento aéreo intensificou o serviço de inteligência e a parceria com as delegacias da Polícia Judiciária Civil, em especial de roubo e furto de veículos, conforme explicou o comandante do Ciopaer, coronel PM Henrique da Silva Santos.

“Essa parceria tem sido muito importante para descobrimos as regiões onde os criminosos estão escondendo os veículos roubados e furtados”, disse Henrique.

Além de Cuiabá e Várzea Grande, o patrulhamento aéreo ocorre nas regiões circunvizinhas, com o objetivo de localizar veículos abandonados que foram roubados ou furtados.

“A Polícia Judiciária Civil nos passa os pontos críticos e possíveis locais de esconderijo. Usamos o helicóptero para fazer o sobrevoo e facilitar a visão policial, uma vez que é difícil o profissional enxergar um veículo escondido dentro de uma residência”, explicou.

Ciopaer

As atividades do Ciopaer foram regulamentadas pelo Governo do Estado por meio do Decreto nº 8304, de 17 de novembro de 2006. O objetivo é centralizar, em um único órgão, o controle, a operação e a manutenção das aeronaves de asas fixas e rotativas de atividade policial de Mato Grosso.

Atualmente, o Ciopaer dispõe de três helicópteros e quatro aeronaves. O efetivo é de 92 profissionais da segurança pública, entre policiais militares, policiais civis e bombeiros militares, que se dividem nas funções de pilotos, tripulantes, mecânicos e nos serviços administrativos.

Os profissionais atuam em apoio às ocorrências de roubos, cercos, perseguições, resgates, salvamentos, incêndio, defesa civil, entre outros.

Desde 2015, o Ciopaer tem auxiliado as forças de segurança pública nas ações integradas em todo o estado. Além disso, o grupamento especializado também realiza patrulhamentos preventivos com foco na redução dos índices criminais.

Em 2016, por exemplo, foram realizados 216 patrulhamentos aéreos em Cuiabá e Várzea Grande, o que contribuiu de forma direta para a redução dos índices de criminalidade nas duas maiores cidades mato-grossenses.

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Moradores de Vila Picada acessam serviços essenciais durante Expedição Justiça Sem Fronteiras

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No arquivo Em uma região onde a distância dos centros urbanos e as particularidades da fronteira entre Brasil e Bolívia costumam dificultar o acesso a serviços essenciais, a segunda edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras levou atendimentos e soluções a moradores de Vila Picada, em Porto Esperidião (323 km de Cuiabá).

Durante os dois dias de atendimentos, realizados na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza, brasileiros e bolivianos residentes na comunidade puderam regularizar documentos, buscar benefícios previdenciários e acessar diversos serviços públicos sem precisar percorrer longas distâncias.

Retrato em primeiro plano de uma idosa indígena de cabelos brancos compridos no arquivo Uma das atendidas pela expedição foi a aposentada Rafaela Chue Suquere Tossue, de 90 anos. O caso dela começou a ser acompanhado durante a primeira edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras realizada na região.

Enfrentando dificuldades relacionadas ao recebimento de seu benefício previdenciário, após ser atendida ela teve sua situação encaminhada e saiu com a expectativa de receber valores retroativos que estavam pendentes. “Estou feliz. Agradeço a Deus e a todos que vieram ajudar. Agora está tudo resolvido”, afirmou.

O filho dela, João Marildo Suquere Tossue, conta que a família buscava uma solução para o problema. “Ela recebia o benefício, depois houve uma mudança e os pagamentos ficaram travados. No ano passado fizemos um pedido durante a expedição e agora conseguimos resolver. É muito bom porque não precisamos sair daqui para buscar atendimento em outra cidade. Tudo foi resolvido aqui”, relatou.

No arquivo Outro morador beneficiado foi Antônio Muquissai, de 60 anos. Ele aproveitou a presença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para dar andamento ao processo de aposentadoria. Acompanhado da filha, Mariely Muquissai, também buscou outros serviços oferecidos durante a expedição.

“Além da aposentadoria do meu pai, passamos por outros atendimentos, como de documentação e serviços da Caixa. Foi uma experiência muito boa e uma oportunidade importante para quem mora longe da cidade”, disse.

A ação também beneficiou famílias bolivianas que vivem em território brasileiro e enfrentam dificuldades para acessar serviços de documentação. Morador da região, João Paulo Massai aproveitou para emitir o CPF da filha brasileira e regularizar a própria documentação.

Uma família indígena de cinco pessoas posa junta ao ar livre diante de uma grande unidade móvel azul da Caixa Econômica Federal.Ele afirma que iniciativas como essa facilitam a vida de quem vive distante dos centros urbanos e dependem de deslocamentos longos para acessar serviços básicos. “É muito difícil a gente ter a oportunidade de fazer documentos aqui. Muitas vezes precisamos viajar para outras cidades, gastar dinheiro e nem sempre conseguimos resolver tudo. Agora deu certo e consegui fazer o CPF da minha filha”, ressaltou.

A esposa de João, Tereza Massai, também reforça a importância do atendimento próximo à comunidade. “Se não tivesse esse atendimento aqui, teríamos que ir até Cáceres para resolver a documentação. Isso ajuda muito a população e facilita bastante para quem não tem condições de viajar”, pontuou.

Expedição Justiça Sem Fronteiras

Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras reúne instituições parceiras para levar serviços de cidadania, documentação, orientação jurídica, assistência social, saúde e acesso a benefícios para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia. Nesta segunda edição, os atendimentos passaram pelas comunidades de Palmarito e Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, e Vila Picada, em Porto Esperidião.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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