Mato Grosso
Cinco são presos e um menor apreendido por tráfico na região do Zero Km em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação – Jean Borsatti
O 4º Batalhão de Polícia Militar (4ºBPM) fez uma operação no bairro Jardim Potiguar, região do Zero Km em Várzea Grande na noite deste sábado (20).
De acordo com as informações a polícia recebeu denuncia que em dois bares da região, várias pessoas estariam fazendo uso e tráfico de entorpecentes, tanto no interior dos bares quanto na rua.
Após a denuncia as guarnições se deslocaram até o local e de forma conjunta abordaram todas as pessoas que ali estavam nos dois referidos bares, após revista pessoal uma quantidade significativa de entorpecentes e cerca de oito pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas.
Foram apreendidos: 37 porções de substância análoga a pasta base de cocaína, 06 pinos de substância análoga a cocaína, 04 pedras de substancia análoga a cocaína, 01 porção grande de substância análoga a cocaína e R$ 1.948,75 em cédulas trocadas.
Além das drogas apreendidas, ainda várias pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas, dentre elas algumas garotas de programa que se prostituem no local e ainda praticam o tráfico. Foram presas por tráfico: Claudia Karina de Carvalho, 28 anos, Kecya Gabrielly Pereira Nery, 20 anos.
Além das mulheres, ainda foram presos um homem identificado como Fabricio de Oliveira Fonceca, 31 anos, suspeito de tráfico de drogas. Outros dois foram presos porque tinham mandados de prisão em aberto, Jeferson de Sá Oliveira, 30 anos e Diego Robson Curvo Neves, 29 anos que além de ser conduzido por tráfico de drogas, ainda tinha um mandado de prisão em aberto.
Todos foram encaminhados para a Central de Flagrantes do bairro Parque do Lago em Várzea Grande onde estão à disposição da justiça.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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