Mato Grosso

Cata-treco recolhe cerca de 30 toneladas de materiais inservíveis a cada bairro atendido

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Mato Grosso

Da Redação

Criado pela gestão do prefeito Emanuel Pinheiro ainda no ano de 2017, o programa Cata-treco se estabeleceu como uma das principais atividades de zeladoria realizadas em Cuiabá. O trabalho é coordenado pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e chega a recolher uma média de 30 toneladas de materiais a cada comunidade atendida.

Mesmo diante da pandemia da Covid-19, a atividade continua sendo executada, por pertencer ao grupo de serviços essenciais para a saúde pública. Por meio dela, os caminhões percorrem as ruas dos bairros recolhendo diversos objetos descartados pelos moradores e dando a destinação correta a cada um deles.

As demandas chegam até a Limpurb por intermédio das solicitações feitas pelo cidadão pelo telefone (65) 3645-5518 e também por mensagem de WhatsApp recebidas no número (65) 9 9243-6502. Também compõem essa etapa, os pedidos efetuados pelos presidentes das Associações de Moradores e as indicações dos parlamentares da Câmara Municipal de Cuiabá.

“É um trabalho de parceria com a população, com lideranças comunitárias, com o Legislativo e também com os trabalhadores da reciclagem. Isso porque, doamos para as cooperativas todos os objetos que recolhemos e podem ser reciclados. É mais uma ação, liderada pelo prefeito Emanuel Pinheiro, que leva a melhoria na qualidade de vida para os locais mais afastados da região central”, explica o diretor-presidente da Limpurb, Vanderlúcio Rodrigue.

De acordo com a Limpurb, a partir da colheita das demandas é montado um cronograma por meio do qual são feitos uma média de 40 atendimentos por dia. Para a execução da atividade, são disponibilizadas quatro equipes, que recolhem materiais como cama, sofá, geladeira, porta, janela e outros tipos de objetos sem utilidade.

“Seguindo essa programação conseguimos retirar uma média de 30 toneladas de materiais dos bairros beneficiados. Essa é uma ferramenta que ajuda a eliminar focos de mosquito e animais peçonhentos, evitar a criação de bolsões de lixo e deixar nossa cidade mais limpa e bela”, pontua o adjunto de Serviços Urbanos, Anderson Matos. 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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