Mato Grosso
Casal é preso após furtar estabelecimento comercial em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Um casal foi preso na tarde desta quarta-feira (18) acusado de furtar uma loja na região Cristo Rei, em Várzea Grande.
Segundo as informações, uma guarnição da Polícia Militar (PM) foi acionada para atender uma ocorrência na área do 25º Batalhão de Polícia Militar (25ºBPM), ao chegarem na loja os funcionários informaram que o casal havia furtado alguns produtos e saíram da loja em direção ao bairro Manga.
Após fazer diligências pela região, os policiais visualizaram uma mulher com as mesmas características passadas pelos funcionários do estabelecimento comercial, feita a abordagem foi constatado que na sacola que a suspeita carregava estava os produtos furtados da loja. Após ser questionada a suspeita identificada como Karolyne Karina de Jesus Vieira, informou que no momento do crime estava em companhia de um homem identificado como Lucas Lechner da Silva, que foi localizado em seguida.
O casal foi conduzido até a Central de Flagrantes de Várzea Grande onde foi feita a checagem e constatado que o suspeito Lucas possui passagens por furto e também por receptação, já a suspeita Karolyne não possuía nenhum antecedente criminal.
O Boletim de Ocorrência foi lavrado e o casal foi apresentado para a Polícia Judiciária Civil (PJC) onde serão tomadas as medidas cabíveis.
Foto: CR2
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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