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Câmara de Cuiabá adere à campanha Cuiabá por Elas

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Da Redação

A Câmara Municipal de Cuiabá, através da Sala da Mulher “Maria Nazareth Hahn”, aderiu a campanha “Cuiabá por Elas”. A ação, lançada pela primeira-dama da capital, Márcia Pinheiro, consiste na arrecadação de absorventes para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social do município.

Segundo a prefeitura, o público alvo da campanha são as assistidas pelo programa Siminina, que atende crianças e adolescentes na faixa etária de 6 a 14 anos, e também meninas e mães atendidas pelos programas desenvolvidos nas 14 unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) da Capital.  

A Câmara será um dos pontos de coleta. Os interessados em colaborar com a campanha poderão realizar as doações de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Sala da Mulher.  Além da Casa de Leis, a recepção do Palácio Alencastro e o Espaço de Acolhimento, situado no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), também estão recolhendo as doações.

A primeira-dama do Legislativo, Amabilla Camargo, parabenizou a primeira-dama do município pela iniciativa. “A campanha é importante e vai ter o apoio da Câmara. Vamos mobilizar as mulheres dos vereadores, as vereadoras, os servidores desta Casa e toda a sociedade para que possam colaborar com a ação”, disse.

A coordenadora da Sala da Mulher, Thamires Rondon, destaca a importância da ação para atender as meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social.

“A Sala da Mulher sempre colabora com iniciativas que ajudam a promover as políticas públicas voltadas às mulheres. E essa iniciativa é muito importante porque promove a discussão sobre a saúde da mulher, principalmente daquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade”, disse.

A secretária municipal da Mulher, Luciana Zamproni, agradeceu a Câmara por aderir a campanha.

“Mais uma vez gostaria de agradecer a Câmara Municipal de Cuiabá, através da Sala da Mulher, que está sendo parceira nesta nova campanha. Sabemos da importância da higienização, sabemos da importância que tem cada campanha que junto com o Executivo, Legislativo e toda a sociedade civil se juntam para fazer. E, nós, da Secretaria da Mulher ficamos felizes em mais vez ter a parceria da Câmara. Juntos somos mais fortes”, disse

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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