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Câmara aprova projeto que autoriza contratações em hospitais universitários e IES

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Da Redação

Vai a sanção do presidente Jair Bolsonaro o Projeto de Lei Complementar 266/2020 que permite a contratação de pessoal ainda que durante calamidade pública para determinadas instituições federais. A proposta, do senador Wellington Fagundes (PL-MT), foi aprovada nesta terça-feira, 23, na Câmara dos Deputados por 436 votos a 30. A contratação de pessoal está proibida pela Lei Complementar 173/20.

Fagundes explicou que essa lei trouxe dispositivos que impactam diretamente nas políticas públicas de funcionamento da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa pública vinculada ao Ministério da Educação e presta serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico aos hospitais das universidades federais.

“Era preciso corrigir essa distorção. O cenário atual da saúde pública acabou tornando-se mais complexo devido aos efeitos da pandemia. É preciso, portanto, fortalecer, sobretudo, na área da saúde” – frisou o senador. Também são excluídas da proibição no projeto de Wellington Fagundes as novíssimas universidades federais, entre as quais, a Universidade Federal de Rondonópolis, a UFR.

O projeto teve parecer favorável do relator, deputado José Nelto (Podemos-GO). Em seu relatório, o parlamentar esclareceu que existe orçamento aprovado para que essas universidades possam de fato funcionar. “E o mais importante são os hospitais, tão necessários neste momento. Precisamos reforçar nosso exército de jaleco branco” – afirmou, durante realização da sessão na Câmara.

O autor do projeto disse que agora deverá trabalhar junto a área econômica do Governo e diretamente junto ao presidente Jair Bolsonaro para que a matéria tenha sanção rápida. Ele lembrou que a proposta conta com o apoio do ministro da Educação, Milton Ribeiro, com quem se reuniu semana passada, juntamente com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pedindo a aprovação da matéria.

Novas universidades 

O projeto aprovado também permite o preenchimento de cargos efetivos para cinco universidades federais criadas nos últimos anos por desmembramento de outras já existentes. Este é o caso da Universidade Federal de Rondonópolis, desmembrada no final de 2018 do campus da Universidade Federal de Mato Grosso.

Com isso, os cargos de reitores e pró-reitores passam a ser preenchidos, garantindo o pleno funcionamento das chamadas novíssimas universidades, como as de Jataí (GO), de Catalão (GO), de Rondonópolis (MT), do Delta do Parnaíba (PI) e do Norte do Tocantins (TO).

O preenchimento desses cargos estava proibido até o final de 2021 pela Lei Complementar 173/20 para não onerar os cofres da União tendo em vista a pandemia do coronavírus.

Foto: Assessoria Wellington

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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