Mato Grosso

Caciques destacam atuação e presença da primeira-dama nas aldeias

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Mato Grosso

Da Redação.

Na busca por auxiliar todas as pessoas que necessitam de ajuda, o Governo do Estado, por meio da primeira-dama Virginia Mendes e da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), realizou diversas ações assistenciais para as comunidades indígenas de Mato Grosso em 2020. Aldeias das 43 etnias existentes no Estado receberam mais de 23 mil cestas básicas da campanha ‘Vem Ser Mais Solidário’ e 23 mil cobertores do programa ‘Aconchego’. As ações são lideradas voluntariamente pela primeira-dama, Virginia Mendes, em parceria também com a Superintendência de Assuntos Indígenas da Casa Civil e integram o programa SER Cidadão Indígena.

A primeira-dama acompanhou pessoalmente a entrega dos alimentos para índios da etnia Xavante na Terra Indígena de Sangradouro, localizada entre os municípios de Primavera do Leste e Barra do Garças, a 241 e 516 km de Cuiabá; para 180 aldeias da etnia Xavante, em Campinápolis (a 554 km de Cuiabá); para as famílias indígenas da etnia Enawenê-nawê da comunidade Halataikwa, localizada no município de Juína (742 km de Cuiabá); e para outras oito aldeias de Juína, e para os  índios de Campo Novo do Parecis, da etnia Haliti-Paresi.

“Nunca antes uma primeira-dama de Estado esteve presente na aldeia trazendo comida para índio. Estamos muito felizes com a visita de Virginia Mendes”, disse Lucas Mandu, cacique da comunidade indígena de São José.

O cacique da aldeia Wazare, Roni Paresi, destacou a importância das doações para as comunidades indígenas. “Estamos muito contentes de poder acompanhar o trabalho que a primeira-dama vem realizando para a comunidade indígena. Virginia Mendes está fazendo história em Mato Grosso, com tamanha valorização e respeito aos povos indígenas”, disse.

Para o cacique Alexandre Tsereptsé, de Sangradouro, a visita da primeira-dama também foi um marco na história dos Xavantes. “Nunca tivemos uma primeira-dama do Estado em Sangradouro e Virginia Mendes foi a primeira que olhou por nós”. As ações assistenciais são extremamente necessárias também dentro das comunidades indígenas. Ele explicou que a aldeia tem sofrido também com a doença do coronavírus e que, por isso, adotaram medidas de restrições para evitar a contaminação entre seus companheiros de tribo. “Estamos todos passando por um momento muito crítico. O índio gosta de quem trata bem os seus irmãos. Agradeço em nome de toda a comunidade de Sangradouro a realização destas ações”, ressaltou.

A primeira-dama Virginia Mendes reforçou que tem um carinho especial pelos povos indígenas de Mato Grosso. “Sempre sou muito bem recebida por todos. É extremamente gratificante poder participar destas ações e levar não só doações, mas também atenção e carinho. Muitas vezes, por estarem em localidades tão isoladas, a carência da presença do Poder Público é grande e eles sentem essa necessidade, por isso faço questão de ir, receber as demandas e ajudar, na medida do possível e no que nos compete, a melhorar a qualidade de vida dos nossos irmãos indígenas. Sou uma grande admiradora da cultura e das tradições e amo estar com nossos índios”, frisou a primeira-dama.

“Desde que iniciamos a campanha Vem Ser Mais Solidário estamos atendendo diversos públicos, incluindo índios de diferentes aldeias. A primeira-dama tem um olhar especial para esse público, pois as aldeias normalmente já são isoladas e o objetivo é ajuda-los”, conta a secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho.

O superintendente de Assuntos Indígenas da Casa Civil, Agnaldo Pereira dos Santos, explica que a logística de distribuição das cestas básicas contou com o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai). “Desta forma conseguimos chegar a um maior número possível de aldeia”.

Cada cesta entregue é composta por arroz, feijão, óleo, macarrão, café, açúcar, sal, sardinha, farinha de trigo, extrato de tomate, além de itens de limpeza e de higiene pessoal: sabonete, água sanitária, detergente líquido e sabão em barra. E é capaz de alimentar uma família com uma média de cinco pessoas.

Pelo programa Aconchego, que este ano realizou a sua segunda edição, as comunidades indígenas receberam 23 mil cobertores, que são de alta qualidade, garantindo conforto nos períodos mais frios.

Foto por: Jana Pessôa

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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