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Botelho visita Gleba Resistência e debate regularização fundiária

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Cento e vinte famílias aguardam pelo título definitivo há 25 anos

Da Redação

Receber o título definitivo de suas propriedades na Gleba Resistência, em Santo Antônio de Leverger, é a principal reivindicação das 120 famílias assentadas há 25 anos no local. O assunto foi tema da reunião, realizada neste domingo (23), pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (DEM), que esteve na gleba e reafirmou o compromisso de viabilizar a regularização da área.  

Com o documento em mãos, além de segurança jurídica, os pequenos produtores rurais poderão obter linhas de créditos e ampliar a produção da agricultura familiar, voltada à bacia leiteira e à plantação de mandioca, conforme explicou a presidente da Associação dos Produtores Rurais da Gleba Resistência – Aproger, Joelsa Marães. Ela informou que em 1997 as primeiras famílias foram assentadas no local e que, por isso, o apoio de Botelho reascende a esperança dos assentados. “É um privilégio para toda comunidade a presença do deputado Botelho aqui. Esperamos que ele intermedeie junto ao governo uma solução. A maioria dos parceiros trabalha com a agricultura familiar”.  

Emocionados, moradores reivindicaram o documento e disseram que muitos companheiros perderam a vida sem realizar o sonho do título definitivo. Trabalharam muito, onde era só mato, desbravaram e produziram. “O processo de regularização vem girando há muitos anos e sofremos ao ouvir falar dos riscos de perder a terra, de sermos despejados. Tenho certeza de que hoje, com essa reunião, será um marco nas nossas vidas e seremos eternamente agradecidos ao deputado Botelho”, disse o vice-presidente da Aproger, Sena.  

“Sempre participei das reuniões, mas nunca me senti tão amparado como hoje!”, agradeceu o pequeno produtor Dartanham Ferreira da Costa, ao reafirmar a necessidade de linhas de crédito para investir na terra.  

O mesmo sentimento foi manifestado pelo casal Vera Lúcia Santos e Aguinaldo Santos, pequenos produtores de leite e seus derivados. “Esse título vai ser uma benção. Estamos há muito tempo esperando. Poderemos trabalhar na terra e conseguir financiamentos”, disse Santos.

O ex-vereador por Santo Antônio de Leverger, Dudu Moreira, destacou a união entre as famílias assentadas. “Merecem todo apoio, pois é uma comunidade diferenciada, unida. Trabalhamos para realizar o sonho da regularização fundiária resolvida”.

Com vasta experiência no setor, Euclides Santos informou que a regularização avança em Mato Grosso. E tranquilizou as famílias garantindo que o processo da Gleba Resistência será resolvido com apoio de Botelho.  

Durante a reunião, Botelho destacou a luta em defesa agricultura familiar e regularização fundiária, especialmente, por conhecer as dificuldades e relatou a vivência da época em que ajudava o pai na lavoura. “Essas famílias não invadiram a área. Elas foram colocadas aqui pelo governo há 25 anos e até hoje não receberam o título das propriedades. Estão sendo ameaçadas de despejo, têm pessoas que venderam tudo que tinham e investiram aqui. Então, estamos encampando essa luta junto com elas, junto ao Intermat, junto ao governo para que ajudem a regularizar essa situação para que recebam o documento. É por isso que vamos lutar e tenho certeza que vamos conseguir”, garantiu Botelho.  

Próximo passo será destravar a questão judicial da área para acelerar a regulamentação junto ao Intermat. “Temos que valorizar essas pessoas que estão aqui produzindo”, concluiu o parlamentar.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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