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Botelho não descarta disputar a Prefeitura de Cuiabá

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Da Redação

Em entrevista, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho além de não descartar uma eventual disputa eleitoral pela Prefeitura de Cuiabá, ainda afirmou que já falou com o governador Mauro Mendes sobre o assunto.

Nesta semana, notícias sobre a possível candidatura de Botelho mexeu com o cenário político em Mato Grosso, com lideranças e caciques opinando nos bastidores, como o ex-governador Júlio José de Campos (DEM) apoiando a candidatura, e o atual deputado federal Carlos Bezerra (MDB), que já teria declaro que seria contra uma composição ou apoio do MDB de Emanuel Pinheiro, para o DEM de Botelho.

Desde o início do ano, que vários nomes do DEM estão sendo cogitados para disputar as principais Prefeituras de Mato Grosso, se já existe a sinalização de um consenso das lideranças, na possível candidatura de Botelho para disputar a Prefeitura de Cuiabá, o mesmo não acontece em Várzea Grande, que até o momento o partido ainda não conseguiu, nem mesmo cogitar um nome em condições de disputar e vencer as próximas eleições.

“O deputado já teria apoio de vária lideranças do DEM e outras siglas”.

Na entrevista, Botelho revelou que em sua conversa com o governador Mauro Mendes, uma das suas exigência é não disputar com o atual prefeito Emanuel Pinheiro, devido os laços de amizade que existe em entre os dois.

“Uma campanha eleitoral como a de Cuiabá é muito pesada, as vezes toma rumos de ataques pessoais”, disse Botelho.

O presidente da Assembleia deixou bem claro que pode disputar a Prefeitura de Cuiabá, na eventual desistência da candidatura de reeleição do prefeito Emanuel Pinheiro.

De acordo com informações da imprensa local, o prefeito Emanuel Pinheiro já teria declarado que não descarta a desistência da reeleição, e apoio à candidatura de Eduardo Botelho.

Especialistas de política apontam que para Emanuel Pinheiro, a eleição de Eduardo Botelho seria uma excelente opção, já mesmo com a “máquina” nas mãos, a questão do “Paletó”, como também de outras supostas irregularidades denunciadas e investigadas, são fatores que farão toda diferença na próxima disputa eleitoral.

Segundo informações de pessoas ligadas diretamente a Botelho, a notícia da eventual candidatura para disputar a Prefeitura de Cuiabá, foi muito bem recebida pela sua base de apoio político.

Foto: ALMT.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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