Esporte
Bolsistas do Projeto Olimpus conquistam medalhas na principal competição de atletismo do país
Esporte
Adrielly Rodrigues, Lissandra Campos e Wendell Souza conquistaram quatro medalhas para Mato Grosso na disputa do Troféu Brasil de Atletismo Adulto
Da Redação
Três atletas contemplados pelo Projeto Olimpus, benefício concedido pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) ganharam destaque na disputa do Troféu Brasil Adulto de Atletismo, realizado no último fim de semana em São Paulo. O trio conquistou quatro medalhas, sendo duas pratas e duas de bronze.
Wendell Jeronimo Souza (30 anos), de Pontes e Lacerda conquistou duas medalhas de prata, sendo uma nos cinco mil metros (com o tempo de 14”23’,62 contra 14”00’17 do paulista Altobeli Santos da Silva). Já nos 10 mil metros, Wendell ficou menos de um segundo atrás do campeão Gilberto Silvestre Lopes, do Rio de Janeiro (os tempos foram 29”48’06 e 29”49’50, respectivamente).
Lissandra Maysa Campos (18 anos), do Instituto Vicente Lenilson, de Cuiabá, conquistou o bronze no salto a distância. Ela saltou 6m45, enquanto a campeã Eliane Martins, de São Paulo, saltou 6m67. Em segundo lugar ficou Letícia Oio Melo, de Santa Catarina com 6m53. Lisandra treina diariamente sob a orientação do medalhista olímpico Vicente Lenilson de Lima no 9º Batalhão de Engenharia e Construção, no bairro Coxipó.
Já Adrielly Kailayne Martins Rodrigues, 18 anos, de Rondonópolis, conquistou o bronze no salto em altura perdendo para a pernambucana Sarah Suelen Fernandes Freitas e para a paulista Valdilela Martins. De acordo com o medalhista Vicente Lenilson, a conquista de Mato Grosso no Troféu Brasil de Atletismo Adulto é muito importante, principalmente pelo apoio que o Governo do Estado aos atletas por meio da Secel,
“As atletas agora tem ajuda financeira do Projeto Olimpus, que contribui muito para que desempenhem seus treinamentos com mais desenvoltura e segurança. Desde quando começaram a receber o recurso”, disse o medalhista olímpico que desenvolve o atletismo na baixada cuiabana para atletas com idade entre sete e 17 anos.
O secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Beto Dois a Um, ressaltou que o Governo do Estado vai investir nos atletas que se destacarem nas disputas regionais, nacionais e internacionais com incentivo em dinheiro.
“O governador Mauro Mendes vai premiar o atleta que conseguir se destacar nas competições oficiais para motivar cada vez mais a competir e representar o Estado nos eventos nacionais e internacionais”, garantiu.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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