Mato Grosso

Banda da PM celebra difusão da cultura musical com apresentação ao público

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Mato Grosso

Da Redação

O Corpo Musical da Polícia Militar fará uma apresentação para celebrar os 127 anos de difusão da cultura musical em Mato Grosso, na próxima terça-feira (29.10), às 8h30, no Salão Nobre Clóves Vettorato, no Palácio Paiaguás. O evento, gratuito e aberto ao público, terá duração de pouco mais de uma hora, com repertório de músicas regionais e grandes clássicos nacionais e internacionais.

Além de se apresentar em eventos da Polícia Militar, como passagens de comandos, o Corpo Musical atende demandas de festas típicas tradicionais, como de São Benedito, do Divino Espírito Santo e eventos escolares, em uma média de 450 apresentações anualmente.    

História        

Criado em 19 de outubro de 1892, através do Artigo 5º da Lei Nº 09, ato este assinado pelo Dr. Manoel Murtinho – Presidente do Estado de Mato Grosso teve seu início histórico contando com 16 integrantes. No passado, tinha como missão exclusiva os eventos militares e levar entretenimento aos praças aquartelados. Ao longo dos anos deixa de entreter apenas a tropa, para integrar-se à comunidade mato-grossense.

Devido à grande demanda de serviços, viu-se na necessidade da criação de um Corpo Musical, ato este que se consolidou com a Lei Complementar Nº 271 de 11 junho de 2007.  Hoje o Corpo Musical contempla em sua nova estrutura a Banda Musical, a Orquestra Popular Homens do Mato e o Núcleo de Choro.

O efetivo do Corpo Musical é composto por 66 policiais músicos, sendo um oficial, que é o comandante da unidade, quatro subtenentes e 61 praças (sargentos, cabos soldados). Desses, 14 possuem curso superior na área musical, inclusive o comandante, licenciado em Música pela UFMT.

Há três anos o Corpo Musical foi declarado ‘Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado de Mato Grosso’, por meio da lei nº 10.414 de 26 de julho de 2016.

Social

Há pouco mais de um ano, em parceria com a Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento, o Corpo Musical da PMMT criou o projeto ‘Harmonizando para a Vida’, uma ação que beneficia cerca de 90 estudantes com o ensino efetivo de música e artes para crianças em situação de riscos social. Três policiais músicos atuam nesse projeto.

O Corpo Musical é uma unidade especializada da PM vinculada ao Comando Geral por meio da Coordenadoria de Comunicação e Marketing Institucional (CCSMI). Tem como coordenador o tenente-coronel Luis Fernando Oliveira Dias e como comandante direto, o tenente músico Márcio Dellvale.

Fonte: PM-MT   /   Foto: PM-MT

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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