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Aulas pelo computador podem causar irritação, tédio e medo nas crianças

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Da Redação

O coronavírus obrigou as pessoas a transformarem a própria casa em um ambiente multiuso, configurado para várias atividades, incluindo as aulas das crianças. Mas a falta de incentivos para aprender em frente ao computador, sem espaços de socialização e em meio a outras problemáticas da pandemia, tem deixado as crianças inquietas, irritadas, entediadas, com insônia e com sentimentos como solidão e medo.

Essas são as principais mudanças no comportamento infantil, segundo informações da cartilha Crianças na Pandemia de Covid-19, publicada pela Fiocruz no início de maio, quando 91% dos estudantes do mundo todo estavam sem aulas presenciais.

Para a pedagoga e consultora em educação Andrea Bichara, isso ocorre, em parte, porque os pequenos estão tendo mais dificuldade em assimilar conhecimento nas aulas on-line.

“O aluno diz que gosta da escola e das aulas porque gosta de estar entre os colegas, exercendo seu lado sociável. Se você retira a escola e os elementos que tornam o dia a dia escolar atrativo, você evidencia que o modelo engessado não interessa aos alunos, nem desperta o desejo de aprender”, analisa a profissional.

De acordo com a especialista, é preciso pensar em estratégias que, de fato, façam sentido para o modelo de educação em casa.

“A ferramenta pode dar uma falsa ideia de que avançamos. Mas não temos aulas comunicativas, de impacto, que envolvam os alunos. Estamos em um contexto social, político, econômico e sanitário capaz de proporcionar reflexões muito interessantes. Porém, ainda voltados para o caderno. Esse tipo de mudança precisa ser acompanhada pelos pais, que estão tendo a oportunidade de compreender as dificuldades dos seus fihos”, afirma.

Foto: Igo Estrela

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Procon de Cuiabá fiscaliza 52 postos de combustíveis durante Operação Ponto de Combustão

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O Procon de Cuiabá fiscalizou 52 postos de combustíveis nesta quarta-feira (28) para verificar se os reajustes nos preços praticados nas bombas têm justificativa nos custos de aquisição dos produtos. A ação integra a segunda fase da Operação Ponto de Combustão, que apura possíveis aumentos sem justa causa.

A atividade faz parte da segunda fase da Operação Ponto de Combustão, que retoma o trabalho iniciado em março, quando o Procon notificou os 151 postos da capital para solicitar informações sobre os valores cobrados dos consumidores. Agora, as equipes coletam dados para comparar os preços pagos às distribuidoras com aqueles praticados na venda ao público.

O levantamento também permite verificar se as notificações anteriores contribuíram para esclarecer as alterações de preços. A apuração integra uma mobilização nacional voltada a denúncias de reajustes antecipados, quando o estabelecimento eleva o valor do combustível antes de adquirir novos lotes com custo maior.

À frente da fiscalização, a secretária-adjunta do Procon Municipal, Mariana Almeida Borges, explicou que o retorno às ruas busca aprofundar a análise dos preços e verificar possíveis irregularidades nos estabelecimentos selecionados.

“Nesta segunda fase, voltamos às ruas para comparar os preços de compra junto às distribuidoras com os valores cobrados dos consumidores e verificar se houve aumentos sem justa causa”, destacou.

A fiscalização também observa as variações nos preços do etanol. Para avaliar a regularidade dos reajustes, o órgão considera as notas fiscais de aquisição, os custos informados pelos estabelecimentos e as condições de mercado.

Após a coleta das informações, os postos deverão apresentar documentos que justifiquem as alterações de preços realizadas no período analisado. Se forem constatados aumentos sem fundamentação econômica, o Procon poderá instaurar processos administrativos e aplicar as penalidades previstas na legislação, conforme o Decreto Federal nº 2.181/1997.

Como denunciar

Os consumidores que suspeitarem de aumentos injustificados podem procurar o Procon Cuiabá, na Rua Joaquim Murtinho, nº 554, Centro. As denúncias também podem ser registradas pelo portal Web Denúncias da Sorp, na aba “Consumo”, ou pelo WhatsApp (65) 3324-9680.

A ação busca reforçar o acompanhamento dos preços dos combustíveis na capital e garantir que eventuais reajustes tenham justificativa nos custos de aquisição.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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