Cidades

Aulas pelo computador podem causar irritação, tédio e medo nas crianças

Publicado em

Cidades

Da Redação

O coronavírus obrigou as pessoas a transformarem a própria casa em um ambiente multiuso, configurado para várias atividades, incluindo as aulas das crianças. Mas a falta de incentivos para aprender em frente ao computador, sem espaços de socialização e em meio a outras problemáticas da pandemia, tem deixado as crianças inquietas, irritadas, entediadas, com insônia e com sentimentos como solidão e medo.

Essas são as principais mudanças no comportamento infantil, segundo informações da cartilha Crianças na Pandemia de Covid-19, publicada pela Fiocruz no início de maio, quando 91% dos estudantes do mundo todo estavam sem aulas presenciais.

Para a pedagoga e consultora em educação Andrea Bichara, isso ocorre, em parte, porque os pequenos estão tendo mais dificuldade em assimilar conhecimento nas aulas on-line.

“O aluno diz que gosta da escola e das aulas porque gosta de estar entre os colegas, exercendo seu lado sociável. Se você retira a escola e os elementos que tornam o dia a dia escolar atrativo, você evidencia que o modelo engessado não interessa aos alunos, nem desperta o desejo de aprender”, analisa a profissional.

De acordo com a especialista, é preciso pensar em estratégias que, de fato, façam sentido para o modelo de educação em casa.

“A ferramenta pode dar uma falsa ideia de que avançamos. Mas não temos aulas comunicativas, de impacto, que envolvam os alunos. Estamos em um contexto social, político, econômico e sanitário capaz de proporcionar reflexões muito interessantes. Porém, ainda voltados para o caderno. Esse tipo de mudança precisa ser acompanhada pelos pais, que estão tendo a oportunidade de compreender as dificuldades dos seus fihos”, afirma.

Foto: Igo Estrela

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Cidades

Torcida nas ruas cria novas memórias da Copa com telões da Prefeitura de Cuiabá

Publicados

em


Aos 27 anos, Brumell Rodrigues guarda na memória o gol do jogador Richarlison, marcado contra a Sérvia, no último Mundial, em 2022, ao estilo “bicicleta”, considerado um dos lances mais desafiadores do futebol. Mas o telão instalado no meio da Rua 44, no bairro São João Del Rey, em Cuiabá, já é o marco da Copa de 2026 que permanecerá em sua memória. Assim como ele, outros moradores enalteceram a iniciativa da Prefeitura de Cuiabá em promover o Minha Rua é Show, que vem presenteando os moradores com a estrutura de telão, água, cadeiras, banheiros químicos e, no caso desta quarta-feira (24), no duelo do Brasil contra a Escócia, também com tendas.

No jogo da semana passada, a chuva afugentou o público. Por isso, o prefeito Abilio Brunini atendeu aos pedidos para manter o telão novamente nos mesmos locais, permitindo que a população aproveitasse a experiência. Além disso, também levou a estrutura para outras duas ruas, totalizando seis.

“Não imaginava, nem em sonho, viver o que estamos vivendo hoje, com um telão à nossa frente para ver cada passo, gol e vibração da torcida, não só daqui da Rua 44, mas do mundo inteiro. Em 2022, acompanhei a Copa do Mundo em casa, assistindo com a família, e o gol do Richarlison foi marcante para mim. Mas esta Copa está bem mais animada. A rua se mobilizou e transformamos isso em um espetáculo movido pela esperança da conquista do hexa”, relatou Brumell.

“Este ano o hexa vem”, confia Gisele Santos, esposa de Brumell. Ambos gostam de futebol, acompanham os campeonatos brasileiros e torcem por seus respectivos times: ele, corintiano; ela, flamenguista. Quando é a Seleção Brasileira, porém, se unem na torcida.

Juarez Gemelhu Corrêa, de 60 anos, caminhoneiro, disse que há 30 anos não perde uma Copa do Mundo, sendo esta a primeira que acompanha junto da família, já que está com problemas no joelho. “Nunca assisti em casa, sempre na estrada ou no trabalho. Torço pela conquista do hexa, mas acho meio difícil porque esse técnico (o italiano Carlo Ancelotti) está deixando de escalar os bons jogadores. Acho que vai dar 4 a 1 para o Brasil contra a Escócia”, opinou.

Apesar de não acertar o palpite, a vitória foi brasileira e acompanhada de revolta pelo gol anulado no início da partida. “Eu ganhei pressão alta, problema na coluna e no joelho com os anos de estrada. Apesar disso, estou mais tranquilo para assistir a esta Copa com a família e os amigos. E espero que o Brasil seja campeão. É o nosso hexa”, frisou.

Isabelly Silva, de 27 anos, acredita que as redes sociais, em especial o Instagram, pela agilidade das informações, vêm mobilizando muito mais pessoas. “E deixando tudo mais emocionante, mais esperançoso. Desta vez estou mais por dentro dos jogos da Copa. A internet é tudo. Até a escolha da rua foi uma vitória por meio das redes sociais”, afirmou.

Já a geração mais nova, ainda criança, não entende muito de futebol, mas lembrará dos bons momentos proporcionados pela imagem “grande” do telão, do espírito de união que mobilizou todos na preparação da rua para a Copa do Mundo de 2026 e da coleção de álbuns de figurinhas.

Além da Rua 44, no bairro São João Del Rey, foram beneficiadas com o telão a Rua 17, no bairro Santa Terezinha; a Rua 15, no bairro João Bosco Pinheiro; a Rua Belo Horizonte, no bairro Alvorada; a Rua Lages, no CPA I; e a Rua Vila Mirante, no Ribeirão do Lipa.

Equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública deram apoio à realização das programações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA