Mato Grosso

Assembleia propõe um levantamento fundiário de todo o Estado

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Os dados servirão de base para traçar uma política estadual de desenvolvimento rural e urbano

Da Redação

 

Uma comissão especial deverá fazer o mapeamento fundiário de todo o Estado para futuramente traçar um plano de desenvolvimento rural e urbano com segurança jurídica. O levantamento será parte do trabalho da Câmara Setorial Temática (CST) sobre o território mato-grossense que instalada, ainda neste mês, pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A Câmara decorre do Projeto de Resolução 96/2017 do deputado Oscar Bezerra (PSB), com objetivo de solucionar um problema histórico no Estado, que são as regularizações fundiária e ambiental e o reconhecimento da origem das áreas. Atualmente, não existe um levantamento completo sobre onde estariam as propriedades públicas, as privadas, as terras devolutas – que ainda não possuem finalidade determinada -, e as originadas das sesmarias.

Esta falta de identificação acarreta, entre outros problemas, os conflitos por terras e a falta de regularização de propriedades urbanas, explica o presidente da Comissão de Direito Fundiário da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Irajá Rezende de Lacerda. O advogado foi convocado para presidir também a CST na Assembleia e deverá conduzir os trabalhos por um período pré-estabelecido de 180 dias.

De acordo com Irajá Lacerda, a partir do cruzamento de dados de órgãos como Intermat (responsável pelas terras públicas do Estado), Incra (responsável pelas terras da União) e dos órgãos que regulam as áreas urbanas,  a Câmara poderá mapear todo o território e assim traçar uma política de desenvolvimento. “Temos um trabalho complexo pela frente, mas que é indispensável para elaboração de um plano para o Estado e com segurança jurídica. Atualmente, existem municípios que desconhecem o próprio território”.

O deputado Oscar Bezerra, que propôs a regularização, afirma que a insegurança jurídica impede o desenvolvimento de algumas regiões e até mesmo o desenvolvimento de Mato Grosso. “A partir deste levantamento, vamos poder propor um projeto de regularização fundiária e de desenvolvimento”.

Para o prefeito de Novo Mundo (município a 775 km da capital), Antônio Mafini (PSDB), a insegurança jurídica afasta os investidores e prejudica o município. Localizado no norte do Estado, Novo Mundo tem grande parte de suas áreas ainda em nome da União, mesmo depois de mais de 20 anos de ocupação.

 “Temos áreas férteis, prontas para produzirem, mas que não atraem ninguém porque não temos os títulos. Este mapeamento e uma política de regularização seriam muito importantes para o município”.

A data de instalação da Câmara Setorial Temática das Terras Devolutas está marcada para 24 de agosto e foram convocados representantes de secretarias e órgãos como Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso (Intermat), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e entidades representantes do agronegócio, como a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato).

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Juiz Agamenon Alcântara é o entrevistado da 48ª edição do programa “Por dentro da Magistratura”

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Cartaz com o título Na próxima sexta-feira (12), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) exibirá a 48ª edição do programa “Por dentro da Magistratura”. Realizada em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do Poder Judiciário estadual, a edição traz uma entrevista exclusiva com o secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, que abordará ações relacionadas à gestão institucional e o panorama da carreira jurídica.

Natural de Cuiabá, onde morou no bairro do Porto, o entrevistado possui uma sólida trajetória na área jurídica. Graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 1992, atuou como advogado, técnico judiciário e assessor jurídico antes de ingressar na magistratura em Roraima, onde exerceu a função de 1996 a 1999. Em fevereiro de 1999, após aprovação em concurso público, tomou posse como juiz substituto em Mato Grosso, dando início a uma longa carreira em seu estado natal.

Ao longo de mais de duas décadas de atuação em Mato Grosso, o magistrado acumulou expressiva experiência na área administrativa do Tribunal de Justiça e na Justiça Eleitoral. Titular da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, ele alia a prática diária à dedicação acadêmica: é doutorando pela Fadisp, mestre pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, além de especialista em Direito Público, Administrativo, Penal e Processo Penal.

Durante a entrevista, o secretário-geral analisa a transição do papel do juiz na era digital e defende uma atuação proativa, focada no diálogo com a comunidade e na conciliação para evitar a judicialização excessiva. “O juiz precisa interagir e até antecipar à judicialização, […] conseguindo, na sua atuação, fazer acordos ou resolver questões pré-processuais. Eu adoro a questão pré-processual”.

Assista neste link à chamada do programa.

https://www.youtube.com/watch?v=3S98epEohpY

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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