Mato Grosso

Assassino afirma que matou jornalista após flagrar namorada fazendo sexo com ele

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Mato Grosso

Da Redação – Jean Borsatti

O assassino do jornalista e escritor, Marcelo Leite Ferraz, voltou na cena do crime na tarde desta quarta-feira (02).

Jonh Lennon da Silva, 21 anos, foi preso pela polícia na última terça-feira (01) após ser apontado por testemunhas como autor do homicídio, após ser preso ele confessou o crime. O retorno da polícia juntamente com Jonh Lennon foi uma espécie de complementação para o interrogatório. O homicida ficou no local por volta de trinta minutos onde respondeu algumas dúvidas da polícia em relação ao crime.

O delegado da Delegacia de Homicídios e Repressão à Pessoa (DHPP), Fausto Freitas, concedeu uma entrevista coletiva após os trabalhos. Na entrevista, Fausto Freitas esclareceu as supostas motivações do crime.

De acordo com o delegado, Jonh Lennon confessou para a polícia que teria matado o jornalista após presenciar uma suposta namorada mantendo relações sexuais com a vítima. Jonh teria chegado até o local, após perguntar para conhecidos sobre a localização da suposta namorada, os colegas então, teriam apontado para a direção do terreno no qual o corpo do jornalista foi encontrado.

Quando se aproximou do local, Jonh Lennon teria presenciado a suposta namorada fazendo sexo oral no jornalista, momento em que se aproximou e deu uma rasteira em Marcelo, pegou uma pedra e passou a desferir golpes na cabeça do mesmo. Ainda de acordo com o delegado, o homem chegou a agredir a suposta namorada que fugiu do local, foi neste momento que Jonh Lennon teria desferido os golpes no jornalista.

O assassino confesso teve uma ordem de prisão temporária decretada pelo juiz da 12ª Vara Criminal, Flávio Miraglia, e deve ficar preso por trinta dias em caráter temporário. No dia que foi preso, Jonh Lennon poderia ser solto, já que não havia o flagrante e também não havia um mandado de prisão em desfavor do mesmo.

De acordo com Jonh Lennon, no momento do crime, Marcelo Ferraz parecia estar sob efeito de entorpecentes, ele relatou no depoimento que o jornalista estava “grogue”, disse ainda que ele tentou reagir dando dos socos, porém não conseguiu se defender.

Ainda de acordo com o delegado, após matar o jornalista, Jonh Lennon teria procurado pertences de valor nos bolso da vítima, porém encontrou apenas uma carteirinha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a carteirinha foi encontrada embaixo da pedra utilizada para matar o jornalista.

Uma análise do corpo encontrado, feita pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que não havia nenhum sinal de estupro ou abuso sexual na vítima, no momento em que o corpo foi encontrado, a calça do jornalista estava abaixada, o que levantou a suspeita.

No dia da prisão do assassino, um policial que atendeu a ocorrência, apresentou uma versão que não foi comprovada, na ocasião, o policial militar teria dito que o jornalista foi até o local para ter relações sexuais com o assassino em troca de drogas, porém esta versão foi desmentida pelo delegado responsável pelo caso.

A Polícia Judiciária Civil (PJC) continua investigando o caso para comprovar a versão apresentada pelo criminoso.  Até o momento, a suposta namorada de Jonh Lennon não foi localizada pela polícia.

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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